quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Lava Jato está preparando uma nova operação boca-de-urna?


Se os procuradores calcularam a propina de todo o esquema e encontraram valor equivalente apenas nas contas associadas ao principal investigado (um ex-gerente da Transpetro), por que ainda há espaço para a tese - feita apenas com base em "ouvi dizer" - de que há agentes políticos envolvidos?


Jornal GGN - Chama atenção a notícia publicada pelo Estadão com base na denúncia apresentada pelos procuradores de Curitiba, na quarta (13), contra um pequeno grupo de empresários e ex-agentes públicos que teriam negociado propina na Transpetro. Quando Sergio Moro autorizou as ações de busca e apreensão e outras diligências nesta que é a 47ª fase da Lava Jato, a velha mídia manchetou que o esquema de R$ 7 milhões atingiria o PT. Mas na denúncia entregue pela turma de Deltan Dallagnol, não há uma linha sequer sobre quem são os petistas suspeitos de terem sido beneficiados.
O que há contra o PT, até o momento, são frases genéricas arrastadas de outras ações penais da Lava Jato, sobre como o caso Transpetro repete o que o ocorreu na Petrobras, com cargos tendo sido distribuídos "no interesse do Partido dos Trabalhadores – PT, do Partido Progressista – PP e do Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB com o objetivo de arrecadação de propinas." 

Pelo modus operandi já conhecido da Lava Jato, o que deve ocorrer é que os denunciados desta fase - que já estão presos - serão transformados em réus por Moro, condenados e, antes ou depois disso, sucumbirão à pressão do Ministério Público - que envolveu familiares na peça de acusação - e aceitarão um acordo de delação premiada no qual terão de citar agentes do PT. Tudo isso em pleno 2018, ou seja, em meio à eleição majoritária.

O delator em potencial, no caso, é o ex-gerente da Transpetro José Antônio de Jesus, preso por ordem de Moro desde 21 de novembro. A pressão sobre ele é ainda maior porque a denúncia cita que sua esposa e filha foram usadas nas operações de lavagem de dinheiro.

A ACUSAÇÃO

José Antônio é acusado de ter cobrado propina para si e em nome do PT. Quem disse isso aos procuradores foi o empresário Luiz Maramaldo, um delator oficial cujo acordo já foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal.
Maramaldo, por sua vez, foi delatado por Sérgio Machado, a quem aceitou pagar propina para ter mais vantagens dentro da Transpetro. O empresário era dono da NM Engenharia e, conforme começou a crescer na estatal, impulsionado por Machado e a propina que iria também para o PMDB, acabou sendo procurado por José Antônio, que também passou a cobrar uma porcentagem.

A denúncia diz que José Antônio cobrou propina na ordem de 1% sobre os contratos da NM com a Transpetro, mas acabou aceitando uma contraproposta de Maramaldo e ficou com 0,5%. Em troca, prometeu praticar "atos de ofício, comissivos e omissivos, que garantissem a boa execução dos contratos da NM na subsidiária da PETROBRAS."

Os procuradores relatam que os pagamentos de propina ocorreram 63 vezes, em razão de 49 contratos e aditivos que somaram, aos longo dos anos, R$ 1.471.813.281,07. "(...) aplicado o percentual de 0,5% de propina ajustado entre JOSÉ ANTÔNIO e LUIZ MARAMALDO, a vantagem indevida estimada giraria em torno de R$ 7.359.066,43".

PARA ONDE FOI O DINHEIRO

Embora afirme, com base exclusivamente em uma delação premiada, que agentes do PT ainda não identificados receberam dinheiro da Transpetro, a peça assinada pela equipe de Dallagnol também expõe, a partir de quebras de sigilo, que José Antônio, de fato, recebeu e tentou ocultar a origem de R$ 7,5 milhões que teriam relação com o esquema. 

José Antônio teria usado contas de Adriano Silva Correia e da empresa Queiroz Correia para lavar parte dos recursos. Também fez saques seguidos de inúmeros depósitos fracionados nas contas de um ex-sócio e de sua filha e esposa. Em apenas um dia, esta última recebeu R$ 200 mil. 

"Os diversos atos de lavagem de ativos objeto de imputação, atingem a quantia de R$
7.505.500,00 (sete milhões, quinhentos e cinco mil e quinhentos reais), valor equivalente ao do crime antecedente de corrupção", escreveu o MPF.

A dúvida é: se os procuradores calcularam a propina de todo o esquema e encontraram valor equivalente apenas nas contas associadas ao principal investigado, por que ainda há espaço para a tese - feita apenas com base em "ouvi dizer" - de que há agentes do PT envolvidos?

Cena para os próximos capítulos.


Jornal GGN

EM ESTREIA DE SHOW, CHICO DIZ QUE “PESSOAS FINAS NOS BAIRROS CHIQUES” DO RIO O XINGAM DE “VIADO”


Durante estreia nacional do show Caravanas, em Belo Horizonte, o cantor e compositor Chico Buarque reforçou o coro de "Fora, Temer" entoado pelos fãs; "E é pouco", disse em resposta ao coro, à medida que os pedidos pela saída do presidente se avolumavam. "Eu não tava ouvindo bem porque a gente canta com esses fones enfiados no ouvido, agora eu ouvi bem o 'fora, Temer'", disse, após tirar os fones; "Acho que agora eu vou passar a usar esses fones permanentemente, porque lá no Rio, nos bairros chiques onde eu ando, volta e meia passam aquelas pessoas finas nos seus carros grandes e gritam 'viado, filho da puta!', 'viado, vai pra Cuba', 'vai pra Paris, viado'. O único consenso é o 'viado'", disse, rindo e fazendo a plateia rir

14 DE DEZEMBRO DE 2017

247 - O cantor e compositor Chico Buarque reagiu na noite dessa quarta-feira, 13, aos ataques que vem sofrendo nas redes sociais e nas ruas, por conta de sua defesa da democracia e contra o golpe parlamentar que arruinou a imagem do País.

Durante estreia nacional do show Caravanas, no Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, Chico reforçou o coro de "Fora, Temer" entoado pelos fãs.

"E é pouco", disse em resposta ao coro, à medida que os pedidos pela saída do presidente se avolumavam. "Eu não tava ouvindo bem porque a gente canta com esses fones enfiados no ouvido, agora eu ouvi bem o 'fora, Temer'", disse, após tirar os fones.

Aproveitando o momento, que aconteceu no trecho final do show e foi, de longe, o mais relaxado e informal da sempre tensa noite de estreia, Chico ironizou seus antagonistas da elite carioca, que, segundo ele, o xingam durante suas caminhadas pelo calçadão da praia.

"Acho que agora eu vou passar a usar esses fones permanentemente, porque lá no Rio, nos bairros chiques onde eu ando, volta e meia passam aquelas pessoas finas nos seus carros grandes e gritam 'viado, filho da puta!', 'viado, vai pra Cuba', 'vai pra Paris, viado'. O único consenso é o 'viado'", disse, rindo e fazendo a plateia rir.

"Tem que gritar mesmo! E para ouvir. No começo, não ouvi direito porque estou usando fones de ouvido. Aliás, acho que vou passar a usar esses fones permanentemente lá no Rio, onde eu gosto de caminhar. Moro num bairro carioca onde mora muita gente fina. Quando caminho, eu ouço frases como 'Viado! Vá para Cuba. Viado! Vai passear em Paris'. O único consenso é o viado", afirmou Chico, irônico, sendo aplaudido pela plateia.

Na sequência, Chico cantou a música "Gota d'água", dos versos 'E qualquer desatenção, faça não! Pode ser a gota d'água'. A música já estava prevista no roteiro, mas soou como um recado político do cantor aos desafetos.



Brasil 247

REINALDO AZEVEDO METE A BANANA EM SÉRGIO MORO





LT   -   You Tube

EXCLUSIVO: REQUIÃO DEVE SER VICE NA CHAPA DE LULA

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) deve ser candidato a vice-presidente na chapa com o ex-presidente Lula para as eleições do próximo ano; conforme apurou o 247, Requião como vice de Lula foi defendido na noite dessa quarta-feira, 13, em um jantar com senadores de oposição ao governo de Michel Temer; os maiores defensores da chapa Lula-Requião foram os senadores Lindbergh Farias, líder do PT no Senado, e Renan Calheiros (PMDB-AL); Requião é um dos mais combativos senadores em defesa das riquezas nacionais e contra o desmonte do estado promovido por Michel Temer e o fortalecimento de seu nome ocorre no momento em que a direita tenta judicializar a disputa presidencial de 2018 e barrar a candidatura de Lula

14 DE DEZEMBRO DE 2017 

247 - O senador Roberto Requião (PMDB-PR) deve ser candidato a vice-presidente na chapa com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições do próximo ano.

Conforme apurou o 247, Requião como vice de Lula foi defendido na noite dessa quarta-feira, 13, em um jantar com senadores de oposição ao governo de Michel Temer. Os maiores defensores da chapa Lula-Requião foram os senadores Lindbergh Farias, líder do PT no Senado, e Renan Calheiros (PMDB-AL).

Roberto Requião é presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Soberania Nacional e um dos mais combativos senadores em defesa das riquezas nacionais e contra o desmonte do estado promovido por Michel Temer.

O fortalecimento de seu nome numa corrida presidencial também ocorre no momento em que a direita tenta judicializar a disputa presidencial de 2018 e barrar a candidatura de Lula.



Brasil 247

Azenha: 4 fios desencapados implodem a Globo





Conversa Afiada

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Com julgamento de Lula em vista, delação da Odebrecht começa a ser questionada

QUA, 13/12/2017 - 09:10
ATUALIZADO EM 13/12/2017 - 09:46




Jornal GGN - Um dia após noticiar que o julgamento de Lula em segunda instância foi marcado para janeiro de 2018, a Folha de S. Paulo decidiu publicar uma reportagem que diz estar apurando há 3 meses, sobre crimes que a Odebrecht omitiu em seu acordo de delação premiada.

O texto mostra que os executivos da empreiteira ocultaram fatos sobre superfaturamento em dezenas de obras - incluindo a do Rodoanel, em São Paulo - fazendo o leitor imaginar quais outros relatos embutidos no acordo e espalhados pela imprensa foram comprometidos pelos interesses da empresa.

E por que mostrar que os delatores disseram o que era conveniente - para a empresa e para a Lava Jato - só agora?

A princípio, parece que Folha iniciou um movimento tímido para desqualificar a delação da Odebrecht justamente quando a condenação de Lula no Tribunal Regional Federal da 4ª Região promete sair no próximo mês. Não se conta nos dedos de uma mão as investigações que foram iniciadas contra o petista por causa da Odebrecht.

Ainda maior é a lista de políticos com foro atingidos, o que torna mais intrigante uma reportagem que tenta expôr os defeitos da delação.

Mas a ideia, aparentemente, não é a de criar problemas graves para a Lava Jato, já que os questionamentos da Folha sobre a delação não abrangem relatos escandalosos - como os que foram feitos por Rodrigo Tacla Duran, sobre o modus operandi dos procuradores de Curitiba. 


Não. A reportagem de Folha questiona o fato de que, pelo menos, 15 perícias oficiais indicam que a Odebrecht superfaturou, sim, obras que foram inseridas em seu acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, embora os executivos tenham negado. Eles só admitiram à Lava Jato pagamento de propina a terceiros e formação de cartel. O jornal publicou declaração de especialista dizendo que formação de cartel sem superfaturamento é como acreditar em Papai Noel.

Com a mentira ou omissão, Odebrecht teria evitado pagar uma multa ainda maior do que a que foi negociada, de R$ 6,8 bilhões - sendo que a soma das irregularidades levantadas nas perícias supera os R$ 10 bilhões.

O interessante na reportagem de Folha vem do meio do texto para o final, quando o procurador de Curitiba Carlos Fernando dos Santos Lima admite que o MP decidiu deliberadamente deixar as acusações por superfaturamento de fora do acordo de colaboração. A justificativa? As perícias feitas por tribunais de contas da União e dos Estados "ficam paradas por anos e nada se comprova efetivamente. O que nós fizemos foi evitar essa discussão."

Foi, ao que tudo indica, um acordo win-win, onde todo mundo ganha: a força-tarefa ouviu tudo que pretendia ouvir da Odebrecht e, em troca, deixou que a empreiteira definisse o valor da multa que iria pagar, porque estava muito preocupada em garantir que a construtora não fosse "quebrar" por causa disso. 

"Usamos o método americano de capacidade de pagamento. Aqui no Brasil, moralisticamente, achamos que basta condenar a pagar R$ 20 bilhões e nunca executar. Nós [da força-tarefa], não. Preferimos entregar algum valor certo às vítimas", afirmou Lima. "Se eu tivesse um acordo em que eu fosse obrigado a dizer qual é o dano efetivo e obrigasse a empresa a pagar tudo, eu não fechava o acordo", acrescentou.

De outro lado, a Odebrecht segue negando as suspeitas. Diz que o "aumento do preço de obras em comparação com o valor inicial não se deve a superfaturamento, mas a aditivos contratuais previstos em lei, ou a mudanças de projetos", publicou a Folha.


Jornal GGN

TRF4 deve condenar Lula com penas diferentes, diz jornal

QUA, 13/12/2017 - 08:03
ATUALIZADO EM 13/12/2017 - 08:04

Foto: Ricardo Stuckert

Jornal GGN - O Painel da Folha desta quarta (13) publicou que "quem conhece o TRF-4 [Tribunal Regional Federal da 4ª Região] acredita que os três desembargadores que vão analisar o caso Lula devem condená-lo, porém, com penas diferentes." Isso "ajuda" o petista no sentido de que abre "espaço para mais um tipo de recurso, o embargo infringente", atrasando uma decisão final da corte.

Em tempo recorde, o TRF4 marcou o julgamento de Lula para o dia 24 de janeiro de 2018, mesmo dia em que a ex-primeira-dama Marisa Letícia sofreu um AVC que acabou agravando seu estado de saúde e culminando em seu falecimento, dias depois.


Lula foi condenado por Sergio Moro no caso triplex a 9 anos e seis meses de prisão, mais pagamento de multa que se aproxima dos R$ 13 milhões. 

O Painel diz ter apurado com políticas de "direita e esquerda" que a expectativa geral é de que Lula seja condenado em segunda instância, o que poderia resultar em uma eventual prisão. Mas, ainda de acordo com a Folha, "mesmo preso Lula poderia se registrar na disputa. Em 2004, por exemplo, Antério Mânica, ex-prefeito de Unaí, conseguiu ser eleito enquanto estava na cadeia."

"Um ex-ministro do TSE diz que a conclusão do julgamento de recursos também depende da velocidade dos advogados –que podem tentar postergar decisão final– e lembra que nenhum candidato pode ser preso a 15 dias da eleição", acrescentou.


Jornal GGN