quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

O petróleo “inútil” já chega a US$ 70 por barril



POR FERNANDO BRITO · 15/01/2018




Lembra aquele petróleo que “não valia mais nada” e que fazia do pré-sal, segundo O Globo era um “patrimônio inútil”, porque o preço do barril ia cair para 20 dólares (e chegou mesmo a US$ 28)?

Hoje, pela primeira vez desde novembro de 2014, a cotação do Brent – negociado na Europa – passou da casa dos US$ 70 por barril.

Isso quer dizer que as partes dos campos da Petrobras que vendemos às multinacionais já valem bem mais do que eles pagaram, segundo os preços estimados na ocasião.

E quer dizer que os 2,2 milhões de barris que a nossa empresa produz a cada dia valem mais de US$ 155 milhões ou US$ 4,6 bilhões por mês. Aliás, valem mais, porque há o refino, a produção de derivados, mais caros, por aí vai.

Vamos vende, não é? Até o ex-nacionalista Jair Bolsonaro defende a venda, desde que seja para os americanos e não para os chineses “vermelhos”, como se o fato de ser roubado dependesse da orientação ideológica do assaltante.



TIJOLAÇO
O Duque de Caixas vai combater do lado do Paraguai


publicado 17/01/2018
Caxias: quando os generais brasileiros guerreavam pelo Brasil


No PiG cheiroso, com a expressa recomendação do herói nacional Guilherme Estrella, o geólogo da Petrobras que descobriu o pré-sal:


O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), ligado à Presidência da República, criou dois grupos técnicos para discutir questões ligadas à energia nuclear. O primeiro tem como missão elaborar a política nuclear brasileira. O segundo vai estudar a "flexibilização do monopólio da União na pesquisa e na lavra de minérios nucleares".

As decisões estão em resoluções publicada nesta terça-feira no "Diário Oficial da União" (DOU).

O primeiro grupo será composto por representantes de 11 ministérios e outros sete representantes de órgãos públicos ou estatais. O prazo para conclusão dos trabalhos deste grupo é de 150 dias contados a partir de hoje, prorrogável por outros 90 dias. Ao final, deverá ser produzida "a minuta de proposta da Política Nuclear Brasileira, acompanhada da correspondente exposição de motivos".

O segundo grupo terá nove representantes de ministérios e quatro membros de outros entes públicos. O prazo será mais curto, de 120 dias, e poderá ser prorrogado por mais 60.

NAVALHA

É i-na-cre-di-tá-vel!

O general Etchegóis, que controla o Palácio e o Gabinete de Inteligência (alheia), quer entregar o programa nuclear, o submarino nuclear, Angra e a lavra do minério de urânio.

O Brasil é um dos pouquíssimos países do MUNDO que tem urânio em abundância, uma das maiores jazidas (entre as por enquanto conhecidas), e sabe processar o urânio para produzir energia, graças ao heroico trabalho do Almirante Othon Silva, que o Juiz (sic) Bretas condenou a 43 anos - 43!!! - anos de prisão!

Agora, vem o gal. Etchegóis completar o trabalho de lesa-pátria do Pedro Malan Parente que, súcubo, se entregou aos abutres.

Se o Brasil tivesse bomba atômica - que deveria ter! -, o gal. Etchegóis daria um jeito de vendê-la à General Electric americana, para fechar o rombo do Meirelles.

Cadê as Forças Armadas, general Villas Bôas?

Foram reduzidas à irrelevância de seu Ministro (sic)da Defesa (de quem?).

Desse jeito chegaremos à perfeição: o Duque de Caixas vai combater do lado do Paraguai!

PHA



CONVERSA AFIADA

DUVIVIER: A DEFESA DE LULA É A DEFESA DE UM PAÍS INTEIRO

"A defesa dele é a defesa de um país inteiro. Não tem a ver com o fato de eu querer votar nele, eu não sei se vou votar nele, vai depender das alianças que ele fizer. Isso significa que eu quero decidir em quem eu vou votar, não um juiz em Porto Alegre. Em outubro, eu quero votar para presidente", disse Gregório Duvivier, no ato em defesa da democracia e de Lula, no Rio de Janeiro

17 DE JANEIRO DE 2018 


Da Mídia Ninja – "A defesa dele é a defesa de um país inteiro. Não tem a ver com o fato de eu querer votar nele, eu não sei se vou votar nele, vai depender das alianças que ele fizer. Isso significa que eu quero decidir em quem eu vou votar, não um juiz em Porto Alegre. Em outubro, eu quero votar para presidente", disse Gregorio Duvivier, no ato em defesa da democracia e de Lula, no Rio de Janeiro.


Leia, abaixo, reportagem da RBA sobre atos de apoio a Lula:

São Paulo – A Frente Brasil Popular, com apoio da Frente Povo sem Medo – coletivos que reúnem dezenas de organizações sociais, sindicais e populares – confirmou para a tarde do próximo dia 24 manifestação com objetivo de ocupar a Avenida Paulista. Quando o ato em São Paulo estiver ocorrendo, a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre, já deverá ter concluído o julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A defesa de Lula considera que a absolvição é a única decisão técnica e jurídica possível.

Lula foi acusado e condenado pelo juiz Sérgio Moro, a nove anos e meio de prisão, pela posse de um apartamento tríplex no Guarujá. Mas o imóvel pertence até hoje à construtora OAS, que na versão de Moro quis adular o ex-presidente em troca de benefícios em contratos com a Petrobras. Os acusadores não conseguiram reunir nenhuma comprovação para sustentar essa versão.

A defesa de Lula assegura ter levantado provas documentais de sua inocência, ignoradas pelo juiz de primeira instância. O Manifesto Eleição sem Lula é Fraude, idealizado por intelectuais e artistas, já se aproxima da 190 mil adesões, com apoios inclusive de cinco ex-presidentes da América do Sul – Ricardo Lagos (Chile), Rafael Correa (Equador), Cristina Kirchner (Argentina), Ernesto Samper (Colômbia) e José Pepe Mujica (Uruguai).

As principais manifestações em defesa de Lula acontecerão na capital gaúcha, entre os dias 22 e 24. Do total das caravanas confirmadas, cerca de 150 sairão de cidades do interior do Rio Grande do Sul, e outras 75 de diversos estados do país, além dos muitos atos regionais que serão realizados pelos movimentos sociais e partidos.

As mobilizações em torno do julgamento de Lula se intensificaram desde o último sábado (13), quando foi realizado o Dia Nacional de Mobilização, com debates, atividades culturais e manifestações de rua por todo o Brasil.

Além das caravanas, os dias que antecedem o julgamento no TRF4 também são marcados pela abertura diária de Comitês Populares em Defesa da Democracia e do Direito de Lula ser candidato à Presidência da República. Criados como uma articulação entre os movimentos sociais, populares, sindicais, artistas, sociedade civil e partidos do campo democrático e popular, já são cerca de 1.500 comitês inaugurados no país, com mobilização em todos os estados e até mesmo no exterior.

Em Goiás, por exemplo, segundo a presidenta do PT no estado, Kátia Maria, foram criados até agora 254 comitês populares. Somente na cidade de São Paulo já são 180 comitês, e no Ceará, 169.

“Dia 24 está próximo e é fundamental o envolvimento de toda a nossa militância para divulgar a grande injustiça que pode ser cometida caso Lula não seja absolvido. Reúna aqueles que acreditam na democracia e monte um comitê em sua rua, bairro, enfim. Mobilização é a palavra de ordem”, declarou o deputado federal José Guimarães (PT-CE).

A Bahia inovou e inaugurou o “comitê móvel” – um ônibus que viaja pelo estado distribuindo materiais, transportando militantes que dialogam com a população e tiram dúvidas relacionadas à perseguição midiática e jurídica contra o ex-presidente Lula. Já no Rio Grande do Norte a média é de quase três comitês fundados por dia – o primeiro foi lançado no dia 3 de janeiro, no bairro de Igapó, zona norte de Natal.

Segundo o deputado estadual Fernando Mineiro (PT-RN), a iniciativa é uma forma de “sair da zona de conforto da esquerda” e conversar com a população sobre a importância de discutir a perseguição contra o ex-presidente Lula. “Os comitês são uma reação dos setores democráticos à tentativa de fraudar as eleições de 2018 através do impedimento do Lula. Eleição sem Lula, como a maioria da população já sabe, é fraude. Nesse momento, além da militância nas redes sociais, é preciso ir para as ruas”, advertiu.

Apoio internacional

Assim como aconteceu em dezenas de cidades brasileiras, o último dia 13 também marcou a inauguração do Comitê Internacional em Solidariedade a Lula, em Londres, na Inglaterra. O evento contou com a presença de brasileiros dos movimentos Democracy for Brasil UK, PT Londres e Arts for Democracy, além de militantes de outros países, como Bolívia, Peru, Portugal e França. O objetivo do comitê é organizar ações em solidariedade ao ex-presidente Lula, que vem sofrendo perseguição no âmbito do Poder Judiciário.

A proximidade do julgamento em Porto Alegre ainda desencadeou uma série de atos e manifestações de apoio a Lula no exterior. No próximo sábado (20) haverá atos em Zurique, na Suíça, e em Frankfurt, na Alemanha. No domingo (21) ocorrerão manifestações na Cidade do México, Londres, Berlim, Estocolmo, Nova York, Barcelona, Paris e Madri. Outras duas manifestações estão programadas para a véspera do julgamento, nas cidades alemãs de Munique e Colônia. E no dia do julgamento, Lisboa e Paris já têm atos agendados.

No Brasil, uma série de manifestações está igualmente agendada, como a que ocorre na noite desta terça-feira (16), com artistas e intelectuais, no Rio de Janeiro, no Teatro Oi Casa Grande; na quinta-feira (18), em São Paulo, na Casa de Portugal, também às 19h; além de Porto Alegre e Belo Horizonte, em ambas no dia 22; até culminar com o ato do dia 24, dia do julgamento, na Avenida Paulista, a partir das 14h, no Museu de Arte de São Paulo (Masp).



Brasil 247

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Globalização Financeira, a próxima crise, por André Araújo

ENVIADO POR ANDRE ARAUJO QUA, 17/01/2018 - 07:52


Globalização Financeira, a próxima crise

por André Araújo

A economia moderna que se estuda há 200 anos opera por ciclos de expansão e contração. O atual ciclo de globalização financeira leva o mundo a sérias distorções no campo social e politico e a fatura está chegando. O atual ciclo começou em 2009 e está para terminar por causa do excesso de liquidez que leva a investimentos arriscados na desesperada busca de “taxas de retorno” quase impossíveis de obter. Fundos americanos que procuram projetos de infraestrutura no Brasil pretendem taxas de 16 ou 17% ao ano em dólar, uma aberração, mas eles insistem. Os chineses se contentam taxas menores e por isso estão ganhando os melhores projetos de infraestrutura, especialmente em energia.

Estão sendo feitos muitos investimentos arriscados por fundos especulativos que prometem taxas elevadas para atrair investidores menos conservadores.

Isso levará a uma sucessão de insucessos que estão apontando no horizonte e ai a GLOBALIZAÇÃO mostrará sua cara. A globalização cria um sistema de vasos comunicantes que funciona para o bem e para o mal. Quando funciona bem tudo é festa. Quando há uma crise em um país o contágio também é rápido, propaga-se o efeito dominó que equaliza continentes e tipos de Pais. Uma crise na Argentina contamina o Brasil porque na visão do investidor global são países do mesmo tipo de economia. Com economias estanque não era assim, as crises não se comunicavam, hoje há uma visão regional de economias que reflete uma na outra.

A implosão de uma bolha imobiliária em Hong Kong pode provocar pânico na Bolsa de Londres, um default de pais emergente ou de uma grande corporação multinacional pode estourar várias bolhas em Nova York e Toronto. A interconexão dos mercados não funciona só para o bem, a onda que vai volta no refluxo do pânico nos mercados. Lembremos que a quebra da Grécia se refletiu em todo o mercado financeiro europeu e há nuvens no horizonte. Os bancos italianos estão quase todos com balanços perigosos, o maior banco alemão tem sérios problemas que já estão sendo apontados há dois anos, na China há várias bolhas no forno, o chinês tem paixão pela especulação de bolsa que trata como um cassino.

Uma sucessão de bolhas implodidas pode acabar com a chamada “ditadura dos bancos centrais”, fenômeno que começou após a crise de 2008 e que provocou uma transferência de poder politico dos governos dos países ricos para os seus bancos centrais que comandam a politica econômica numa escala maior do que na década anterior. Essa “ditadura dos bancos centrais” está agora sob pressão das novas composições nos Parlamentos da Alemanha e da França e do Gabinete inglês, por causa das tensões sociais que politicas monetárias exageradamente duras têm afetado o crescimento dentro da zona do Euro e da necessidade de recomposição da economia britânica após o Brexit. Ao mesmo tempo, a nova administração do Federal Reserve, pela primeira vez a ser dirigido por um advogado e não economista, será fatalmente mais expansionista e geradora de inflação no dólar americano, tudo isso vai provocar uma reacomodação no mercado financeiro global, tudo somado a uma politica econômica mais agressiva da China que terá impacto mundial, além de um nova e inédita aliança geopolítica da China com a Rússia, pavimentada pelo “acordo do gás” sino-russo, uma transação de trilhões de dólares e que estará fora do controle financeiro anglo-americano e da zona do dólar.

A Administração Trump vai aumentar a dívida publica americana em razão da multiplicação dos déficits orçamentários no seu governo. O corte de imposto vai obrigar o Tesouro a emitir mais divida, quase dois trilhões de dólares acima dos 21 trilhões já emitidos, abrindo o risco de inflação e aumento de juros nos EUA, o que se refletirá no mundo inteiro aumentando o risco de devedores alavancados, públicos e privados, de governos e corporações porque todos esses fatores irão inevitavelmente provocar uma alta de juros em escala global.

A globalização financeira excessiva vem aumentando o numero de fusões e aquisições de empresas e a consequente redução dos empregos e aumento da concentração de riqueza, fenômenos que farão multiplicar problemas sociais em muitos países, até nos ricos.

A eficiência micro, no nível das empresas, aumentando a produtividade, provoca sua contrapartida negativa na ineficiência macro, porque os desempregados resultantes dessas fusões passam a onerar os sistemas de amparo social e saúde dos Estados, que também perdem arrecadação, já que uma das razões das fusões é o planejamento tributário visando a reduzir o custo dos impostos para cada empresa fusionada, o que aumenta seus lucros em detrimento dos Estados.

A globalização financeira NÃO é um novidade tão recente. Ela existiu em dois ciclos precedentes. Antes da Grande Guerra de 1914 o mundo era completamente globalizado, ainda mais que hoje. Capitais se moviam sem nenhum tipo de controle, imigrantes choviam nos países emergentes sem necessidade de qualquer autorização previa, muitos subiam nos navios para “ir à América” sem saber em que pais chegariam, em certos momentos nem sequer passaporte era necessário, bastava pagar a passagem e entrar no navio.

Pelo mundo inteiro capitais britânicos criaram ferrovias, empresas de bondes, de energia elétrica, gás, portos, de tecidos, frigoríficos, não havia barreiras ou controles para entrada e saída de capitais, o mundo era livre para movimentação de mercadorias, capitais e pessoas.

Com a Grande Guerra esse ciclo foi interrompido e já a partir da década de 20 foram estabelecidos controles para capitais, mercadorias e pessoas.

Mas logo mais, a partir de meados da década de 20, a globalização voltou com toda força com investidores americanos comprando bônus de cidades alemãs, argentinas e brasileiras, sem controle dos governos centrais. A cidade de Jundiaí no Estado de São Paulo emitiu “obrigações” nos EUA diretamente, sem necessidade de autorização do governo central. Estados federativos e cidades brasileiras emitiram bônus na Inglaterra e nos EUA diretamente, houve nos EUA uma onda de fusões nunca vista antes, novos financistas globais surgiram como o “Rei do Fósforo” o sueco Ivar Kreuger, que requeria monopólio de fósforo em certos países e em troca fazia um grande empréstimo, era o grupo Fiat Lux Swedish Match. Nos EUA os irmãos Samuel e John Insull formaram um grupo de 300 companhias elétricas com andares de holdings até o infinito. Tudo isso gestou a crise da Bolsa de Outubro de 1929, excesso de financismo lastreado em sacos de vento e papeis pintados que subiam todo dia.

Com a crise de 1929 acabou esse segundo ciclo de globalismo financeiro e surgiu pelo mundo a “economia autárquica” estatizante e controlada pelos governos centrais, com fechamento de importações e rígidos controles do fluxo de capitais. O Brasil praticou essa politica de 1930 a 1990, 60 anos, com a CACEX controlando a importação e a FIRCE controlando o movimento de capitais (CACEX e FIRCE são dos anos 60 mas havia antes órgãos com a mesma função e com outros nomes).

Os ciclos de globalização financeira não são, portanto, fenômenos inevitáveis, da natureza, produtos do determinismo histórico. A História não é evolutiva, era e é feita de avanços e recuos, marchas e contramarchas, está ai o Reino Unido saindo da União Europeia.

São “projetos” do mercado financeiro e que não tem nenhum controle sobre suas consequências, que só o fim do ciclo pelo “estouro” de suas plataformas muda a relação de forças entre seus participantes. O que era global pode recuar para o local e o globalismo dar lugar ao nacionalismo, já aconteceu em ciclos anteriores. A crise dos “subprimes” em 2008, foi uma prévia desses estouros de pirâmides financeiras. Hipotecas americanas eram empacotadas e transformadas em bônus, que foram vendidos a fundos asiáticos que não tinham noção do que estavam comprando. O banco patrocinador, Goldman Sachs passou irresponsavelmente a especular com esses títulos por ela lançados, apostando no default deles, sem se importar com o prejuízo dos aplicadores a quem ela vendeu os títulos, o mesmo tipo de aventureirismo praticado pouco antes da crise de 1919, o que prova que o mercado privado puro é na essência irresponsável e inconsequente, pouco ligando para as repercussões macro de suas ações.

Como não há um comando e um controle centralizado, o movimento de globalização vive no caos, cada um por si e contra todos e com isso cria todos os ingredientes para a próxima crise.

Fatores externos que podem romper a corrente da felicidade são acidentes geopolíticos, como um choque com a Coreia do Norte ou Irã, com consequente choque de petróleo, falência de alguma ou algumas grandes corporações, como foi a crise de 2008, movimentos cambiais inesperados de alguma grande economia, como a China, crise politica aguda nos EUA, como impedimento do Presidente, não é importante a dimensão do fato e sim sua percepção pelos agentes econômicos, os pânicos financeiros são detonados por gatilhos iniciais pequenos.

É uma insanidade o Brasil se jogar sem cautela nos braços do globalismo financeiro por uma politica econômica avassalada ao financismo, focada exclusivamente em provocar deflação e desemprego para agradar ao rentismo e um programa alucinado de privatizações cujos participantes serão investidores estrangeiros, como se isso fosse o total de uma politica econômica, sem nenhum sentido nacional. Os países grandes que não fazem parte do sistema OECD, Rússia, China e Índia, seguem politicas de projeto nacional e não de puro engate no sistema financeiro anglo-americano, como o Brasil, único entre os grandes, vem fazendo de forma leviana e frívola, com uma equipe econômica gestada no estrangeiro e com os olhos voltados exclusivamente para fora, sem olhar para dentro do País e de suas necessidades.

O Brasil tem tamanho para ter um projeto nacional e não ser mero Estado coadjuvante da Bolsa de Nova York, trata-se do futuro do Pais e não apenas da cotação da Bolsa.



Jornal GGN

ARTISTAS E INTELECTUAIS LOTAM TEATRO EM DEFESA DE LULA E DA DEMOCRACIA


Centenas de juristas notáveis, artistas, intelectuais e parlamentares marcam presença na noite desta terça-feira 16 no ato em defesa da democracia e da candidatura do ex-presidente Lula nas eleições de 2018, que acontece no Teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro; em discursos acalorados, personalidades como Bemvindo Sequeira, Gregório Duvivier, Márcia Tiburi, Guilherme Boulos e diversos outros nomes defendem a inocência de Lula no caso do triplex do Guarujá, a perseguição do Judiciário e da mídia contra o ex-presidente e o direito de ele participar da disputa ao Planalto

16 DE JANEIRO DE 2018 


247 - Centenas de juristas notáveis, artistas, intelectuais e parlamentares marcam presença na noite desta terça-feira 16 no ato em defesa da democracia e da candidatura do ex-presidente Lula nas eleições de 2018, que acontece no Teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro. 

Participam do ato os atores Bemvindo Sequeira, Tonico Pereira, Silvio Tendler, Dira Paes, Mônica Martelli e Gregório Duvivier.

Entre parlamentares, ex-ministros, intelectuais e juristas estão Márcia Tiburi, Roberto Saturnino Braga, Guilherme Boulos, Benedita da Silva (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Celso Amorim, Emir Sader e Luiz Pinguelli Rosa.

Em discursos acalorados, eles defendem a inocência de Lula no caso do triplex do Guarujá, a perseguição do Judiciário e da mídia contra o ex-presidente e o direito de ele participar da disputa ao Planalto.

Um ato similar acontecerá em São Paulo no Tuca (Teatro da Universidade Católica de São Paulo), no bairro de Perdizes, zona oeste da cidade, na próxima quinta-feira 18.



Brasil 247

A juíza que desafiou Sergio Moro





Blog da Cidadania

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Moro, com sua parcialidade e estrelismo, se tornou um mau exemplo para a magistratura. Por Joaquim de Carvalho


- 15 de janeiro de 2018

Manoel de Queiroz Pereira Calças

Acabo de ler uma entrevista que o novo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Manoel de Queiroz Pereira Calças, deu aos jornalistas Lilian Matsuura, Felipe Luchete, Thiago Crepaldi, Claudia Moraes e Danilo Vital, da equipe do Conjur. Não sei se o desembargador Manoel é conservador ou liberal nos julgamentos — dizem que é rigoroso —, mas recebi como uma lufada de ar fresco as considerações que ele fez sobre os deveres dos juízes.

— O juiz não pode jogar para a torcida, não é? Não pode julgar de acordo com as expectativas da sociedade. O juiz tem que ter autonomia e independência. Mesmo que a sociedade toda diga que quer uma condenação, se for o caso de absolver, tem que absolver — disse.

Logo em seguida, sem que seja questionado, cita a Lava Jato.

— Nesses casos dessas operações famosas, seja do mensalão, seja da “lava jato”, há uma cobrança da sociedade no sentido de punição, mas o juiz não pode condenar pura e simplesmente para agradar ao clamor social, se não tiver provas. Não pode punir porque quer ficar bonito na fita, como se fala… Só pode julgar com aquilo que está dentro do processo.

O Tribunal de Justiça de São Paulo é considerado conservador em suas decisões, em contraposição ao Superior Tribunal de Justiça, mais liberal. Isso não quer dizer que, sendo conservador, deva ser injusto. É o que tem acontecido, segundo ele, com juízes que, para atender ao clamor da sociedade por punição, condenam.

— Alguns juízes agem assim equivocadamente, por falta de preparo, pressionados pela opinião pública, o que é errado. Não posso nunca agir de acordo com a pressão que eu recebo da sociedade nem da imprensa.

E cita um caso famoso, o da Escola Base, em que a aliança nefasta entre imprensa — particularmente a Rede Globo —, polícia, justiça e ministério público produziu uma grande injustiça.

— Vocês conhecem um caso clássico: a Escola Base [quando donos de uma escola foram acusados de abuso sexual de crianças, na década de 1990, até que o inquérito foi arquivado por falta de provas]. Todo mundo clamou, clamou, a sociedade achou que era um absurdo, e no fim se descobriu que o casal era gente séria. Eles foram injuriados, a escola acabou, mas nada era verdade.

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo vai além e fala que há juízes que, mesmo sem moral, querem aparecer na imprensa como paladinos da moral. Só faltou dizer o nome — Sergio Moro.

— O juiz não pode ser levado por isso nem pode ser exibicionista, porque há pessoas que querem realmente aparecer na imprensa, se mostrar como paladinos da moral, paladinos dos bons costumes, da ética, sem que eles o sejam. É um problema sério porque a magistratura é uma atividade que exige comprometimento e disciplina, como quase todas as atividades. O juiz deve ser imparcial, independente, sereno e prudente.

A entrevista do desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças ao Conjur mostra que o ativismo judicial, representado pela República de Curitiba, ultrapassou todos os limites e a comunidade jurídica está de olho, e incomodada. Não se trata de opor conservadores a liberais, mas de separar quem ama a justiça e dedica a sua vida a ela daqueles que a prostituíram, para ganhar alguns meses, talvez anos, de fama.

Já é consenso no meio jurídico que Sergio Moro forçou a barra, no processo do triplex, e condenou Lula sem provas. Por isso, o Tribunal Regional Federal da 4a. Região será um divisor de águas no direito.

A decisão dos desembargadores do Sul no recursos apresentado pela defesa de Lula não impactará apenas quem estiver lá para defender o ex-presidente, mas todos os que querem o país com o Poder Judiciário nos seus devidos termos: sóbrio, imparcial e, sobretudo, impessoal — o ideal de Têmis, a divindade grega que simboliza a Justiça, definida, no sentido moral, como o sentimento da verdade, da equidade e da humanidade, colocado acima das paixões humanas.



Diário do Centro do Mundo   -   DCM