quinta-feira, 24 de maio de 2018

LULA: DIGA A TODOS QUE EU ESTOU VOLTANDO

Após visita a Lula na Polícia Federal em Curitiba, os deputados Paulo Pimenta (PT-RS) e José Guimarães (PT-CE) trouxeram uma mensagem do ex-presidente: "ele diz que está bem, a saúde está bem, pode dizer para todos que eu estou voltando"; "Nada abala a convicção que ele tem de que o povo está com ele", relatou Pimenta; "Só tem um jeito de ele não ser candidato: se rasgarem a Constituição", declarou Guimarães; assista à coletiva dos parlamentares

24 DE MAIO DE 2018 

Paraná 247 - Os deputados federais Paulo Pimenta (PT-RS) e José Guimarães (PT-CE) visitaram o ex-presidente Lula na sede da Polícia Federal em Curitiba nesta quinta-feira 24 e deram uma coletiva no acampamento Lula Livre, com uma mensagem do pré-candidato à presidência. Segundo eles, a visita de hoje foi feita como amigos. Na próxima terça, eles voltarão como membros de Comissão da Câmara dos Deputados.

"Ele diz que está bem, a saúde está bem, pode dizer para todos que eu estou voltando", reportou Pimenta, líder do PT na Câmara. "O que me mantém animado é ter a confiança de vocês e que nós juntos podemos tirar o Brasil da situação em que estamos vivendo", disse ainda o ex-presidente, segundo o deputado gaúcho.

Pimenta disse ter saído da visita "mais forte" do que quando chegou. "Nada abala a convicção que ele tem de que o povo está com ele", completou.

"Só tem um jeito de ele não ser candidato: se rasgarem a Constituição. Como eles não podem rasgar a Constituição, ele é nosso candidato", reforçou Guimarães. De acordo com o deputado, Lula recomentou: "se juntem com a Gleisi para ajudar o PT a assumir a liderança nessa campanha".

Foi Lula quem escolheu os dois deputados para a visita. Assista à coletiva dos deputados:

GOVERNO FECHA ACORDO COM CAMINHONEIROS E GREVE VAI PARAR POR 15 DIAS

MORO DIZ NÃO SER SUSPEITO APÓS FOTO COM DORIA E SE COMPARA A LULA

Sérgio Moro rejeitou nesta quinta-feira, 24, o pedido de suspeição apresentado pela defesa do ex-presidente Lula por ele ter participado em evento da empresa do ex-prefeito e pré-candidato a governador de São Paulo pelo PSDB, João Doria, bem como em ter aparecido sorridente em foto com o tucano; entre os argumentos para negar o pedido, Moro justifica que Lula, um político, aparece em fotos com outros políticos como Aécio Neves e Geddel Vieira Lima; "O que também não significa que, por conta da foto, eram ou se tornaram aliados políticos"; a diferença é que Lula não julga Aécio nem Geddel

24 DE MAIO DE 2018 

Paraná 247 - O juiz federal Sérgio Moro rejeitou nesta quinta-feira, 24, o pedido de suspeição apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela participação de Moro em evento da empresa LIDE, do pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB João Dória Jr., com uso de foto e vídeo pelo político nas suas redes sociais dentro da sua pré-campanha ao governo de São Paulo.

Em sua decisão, Moro afirmou que não tem “relação especial” com Doria e tenta justificar sua foto ao lado do candidato com o fato de haver na internet fotos do ex-presidente Lula com o senador Aécio Neves e o ex-ministro Gedel Vieira.

"Ora, uma fotografia em evento social ou público nada significa além de que as pessoas ali presentes tiraram uma fotografia. Pessoas tiram fotos em eventos públicos ou sociais e é possível encontrar, na rede mundial de computadores, dezenas de fotos até mesmo do Excipiente com políticos oposicionistas, o que também não significa que, por conta da foto, eram ou se tornaram aliados políticos", diz Moro. 

"Não tem este julgador qualquer relação especial com João Dória Jr., nem agiu de qualquer forma para promovê-lo eleitoralmente. O nome dele não foi mencionado pelo julgador na palestra ou no discurso até para evitar confusões da espécie. Os eventos em questão não tiveram natureza político-partidária. Aliás, rigorosamente, sequer foi iniciado o período legal de campanha, tendo a própria Defesa do Excipiente denominado-o de pré-candidato", acrescenta Moro, ignorando os dividendos políticos que Doria já colhe pela associação com a imagem do juiz da Lava Jato. 


A defesa do ex-presidente Lula já havia anunciado que caso Moro não reconheça sua suspeição, ela deve ser remetida para a análise do Tribunal Regional Federal da 4º Região.


Brasil 247

Guilherme Boulos - sabatina a rádio Jovem Pan com Marco Antonio Villa e Vera Magalhães




LT   -   You Tube

TEMER PERDE O COMANDO, MAIA ASSUME O CONTROLE E PETROBRAS DESMORONA

Governo golpista entrou em parafuso com greve dos caminhoneiros; Temer não conseguiu negociar o fim do movimento; Rodrigo Maia, assumiu o papel de primeiro-ministro ao aprovar ontem à noite na Câmara a reoneração da folha de pagamento de alguns setores, com isenção de PIS/Cofins sobre o diesel, contra a vontade do governo; a "joia da coroa" do golpe, a Petrobras, entregue como uma sesmaria a Pedro Parente, está de joelhos

24 DE MAIO DE 2018 

247 - O governo golpista entrou em parafuso com a crise da greve dos caminhoneiros Temer não conseguiu negociar o fim do movimento. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), assumiu o papel de primeiro-ministro ao aprovar na Câmara na noite de ontem (24) a reoneração da folha de pagamento de alguns setores, com isenção de PIS/Cofins sobre o diesel, contra a vontade do governo. E a "joia da coroa" do golpe, a Petrobras, entregue como uma sesmaria a Pedro Parente, está de joelhos; o projeto de entrega da empresa e do pré-sal aos grandes grupos internacionais está desmoralizado.

Para o colunista Leandro Colon, Temer está no chão: "O governo de Michel Temer não aguentou três dias de greve de caminhoneiros. Sentiu o peso político de um país à beira de uma paralisia causada pelos protestos nas rodovias. Não suportou a pressão, esqueceu o que dissera e foi à lona. O episódio tem revelado o quão desnorteado está o Planalto. Impopular, fraco, cambaleante a cada crise." Dentre os mais ardorosos defensores do governo golpista, como Míriam Leitão, o discurso é de que Temer estaria sob terrível "chantagem" 

Temer perdeu a base de sustentação de seu governo, o apoio do Congresso Nacional, que foi o motor do golpe contra Dilma. Festejado por meses pela mídia conservadora como "brilhante" articulador político, capaz de costurar consensos e uma ampla base parlamentar, Temer não consegue aprovar mais nada no parlamento e, agora, vê o presidente da Câmara assumir funções de governo, com a decisão de ontem à noite. Já há especulações sobre a "alternativa Maia" diante do colapso do governo. Escreve o jornalista Raymundo Costa: "A sete meses do fim de seu mandato, o presidente Michel Temer perdeu o apoio da principal fonte de sustentação de seu governo - o Congresso Nacional. Só uma situação de grave emergência pode levá-lo a obter algo expressivo do Parlamento. A situação é pior na Câmara. Se houver a tão temida terceira denúncia do Ministério Público Federal, Temer pode não ter mais os votos de 171 deputados para salvar o mandato. Neste caso, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), assumiria o governo e o que não falta a seu redor são deputados dizendo que ele poderia concorrer à reeleição no cargo. Maia tutela o governo e se sente bem nesse papel.”

O coração e o pulmão do governo oriundo do golpe de 2016 foi atingido com a greve dos caminhoneiros. O coração é o desmantelamento das políticas sociais do governo do PT, com a orientação ultraliberal na condução do país. O pulmão é a liquidação da Petrobras com sua entrega e do pré-sal às grandes petroleiras internacionais e a implantação de uma política de preços que tornou o Brasil, um dos maiores produtores mundiais de petróleo, naquele que tem os combustíveis de mais alto preço do mundo. Os petroleiros iniciaram na manhã de hoje greve em Minas Gerais e a "joia da coroa" do golpe parece quebrada. A imagem do autarca Pedro Parente alquebrado, "cabisbaixo e constrangido, renunciando ainda que pelos alegados 15 dias àquilo que o levou a aceitar dirigir a Petrobras, não poderia ser mais reveladora", escreveu Igor Gielow. A hipótese mais provável é a da renúncia de Parente, que está "prometido" como presidente da BRF, a maior companhia de alimentos do país, com 30 marcas em seu portfólio, entre elas, Sadia, Perdigão, Qualy, Paty, Dánica e Bocatti e que está fazendo água por conta das políticas de Temer, da greve dos caminhoneiros e da incompetência de seus gestores. Se Parente, cair, pode assumir imediatamente a chefia do conglomerado.

O ocaso do golpe não tem panelaços até agora. Mas é barulhento.



Brasil 247

PETROLEIROS ENTRAM EM GREVE E PARAM A REFINARIA GABRIEL PASSOS










Os petroleiros da Refinaria Gabriel Passos, em Betim (MG), paralisaram as atividades por um período de oito horas a partir desta quinta (24) cedo; "Os petroleiros não estão lutando por melhores salários nem por benefícios ou privilégios. Estamos lutando para que o gás de cozinha volte a ter o preço que tinha antes, pela baixa da gasolina, pela baixa do preço do diesel", disse o coordenador do Sindpetro, Anselmo Braga; movimento deve ser estendido a outras unidades da Petrobras nos próximos dias


24 DE MAIO DE 2018

247 - Os petroleiros da Refinaria Gabriel Passos, em Betim (MG), decidiram se unir ao movimento nacional dos caminhoneiros contra o aumento dos combustíveis e, em assembleia realizada no início da manhã desta quinta-feira (24), decidiram paralisar as atividades da unidade por um período de oito horas.

"Os petroleiros não estão lutando por melhores salários, nem por benefícios ou privilégios. Estamos lutando para que o gás de cozinha volte a ter o preço que tinha antes, pela baixa da gasolina, pela baixa do preço do diesel", disse o coordenador do Sindpetro de Minas Gerais, Anselmo Braga.

Segundo ele, o movimento contra a política de reajustes e de importação pela Petrobras deverá ser estendido às demais refinarias e plataformas da Petrobras em todo o País nos próximos dias.

"É o início de uma greve que está sendo construída nacionalmente que pretende paralisar todas as refinarias do país e as plataformas", afirmou. Segundo Braga, "as refirmarias estão trabalhando com carga baixa a mando do governo para que os importadores tragam combustível mais caro para o país".

A greve dos caminhoneiros entra em seu quarto dia e deverá ser estendida até a sexta-feira, segundo a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), entidade que coordena os protestos contra a política de reajustes quase diários dos combustíveis imposta pela Petrobras.



Brasil 247

Acharam que não ia ‘dar nada’ aumentar combustíveis todo dia?



POR FERNANDO BRITO · 23/05/2018




Não é possível que os dirigentes do país achassem que aumentar os combustíveis 60% em 10 meses e, nos últimos dias, fazê-lo a cada 24 horas não fosse dar no que deu.

Acabo de voltar de uma ronda em postos de gasolina e em dois supermercados.

Ao contrário do que vinha ocorrendo nos últimos tempos, estão lotados, com filas.

Gasolina a R$ 5 ou acima disso. Tomate a R$ 9,90, batata a R$ 6 o quilo.

A mídia faz e amplifica a festa da especulação com os preços.

Baixar o preço do diesel em 5 ou dez centavos não resolverá o impasse criado por um mercado onde o preço do frete não acompanhou, nem de longe, a evolução dos custos.

O pânico insuflado pela mídia ajuda a criar este caos, e treimaneto não lhe falta, depois do que fizeram seguidamente no final do governo Dilma Rousseff.

E não vai cessar por um pequeno desconto, como ficou claro na recusa de acordo, hoje, entre o governo e os caminhoneiros, com nova reunião marcada para amanhã, sem que se tenha nas mãos ferramentas para uma proposta mais aceitável.

Se o Governo Federal tirar tudo o que recebe como tributos sobre os combustíveis, talvez não chegue a 20 centavos o que se pode abolir, ainda assim com impacto terrível sobre a arrecadação, mesmo que isso se restrinja ao diesel.

Ainda assim, se persistir a “intocável” política de preços da Petrobras, basta que o petróleo no mercado internacional suba 3 dólares para anular toda a redução, se o dólar permanecer na casa dos R$ 3,60.

E mesmo isso não é fácil, pois Rodrigo Maia aproveitou a promessa do Governo de que “zeraria” a Cide sobre os combustíveis apenas se o Congresso votasse a reoneração das folhas de pagamento de alguns setores empresariais para exigir que o Governo corte o imposto antes de lhe garantir alguma recuperação de receitas.

Esta noite ou na manhã de amanhã, o Governo Federal terá de avaliar se usar a força, autorizada por um juiz federal de Brasília para desfazer o bloqueio das rodovias.

Pode, literalmente, esta jogando diesel na fogueira.


Tijolaço