segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Pelo fim dos suplentes de senador - Por José Dirceu


Preocupante o levantamento publicado hoje pelo jornal Valor Econômico, segundo o qual dos 12 integrantes da Comissão do Senado para a Reforma Política, cinco senadores são favoráveis ao fim dos suplentes. Um não opinou e os outros seis querem só mudança nos critérios de indicação, como encontrar formas que impeçam marido de indicar a mulher, pai indicar o filho ou o candidato ao Senado colocar como suplente o seu financiador de campanha.

Só faltava fazer uma reforma política - a mãe e matriz de todas as reformas - e continuar tudo como está! Temos que acabar com o suplente. Renunciou, foi cassado, convoca nova eleição para a vaga. E como é cargo majoritário, o senador não pode assumir cargos nos governos como é permitido hoje.

Pelo menos uma restrição os senadores tem que ter, já que eles se elegem para mandato de oito anos e participam de uma eleição com duas vagas a cada oito anos. Além dos poderes extraordinários que só o Senado da República tem.

Acabar com os suplentes é a melhor alternativa, o avanço para não se ter mais nenhum senador sem um único voto - nesta Legislatura iniciada dia 1º pp, eles já são quase 20%, nada menos que 13 entre os 81 integrantes da Casa.

Nesta questão do suplente de senador, e em muitos outros pontos da necessária reforma política, um bom caminho é retomar a proposta já apresentada ao Congresso no governo Lula, pelo então ministro Tarso Genro, e que é fruto de muitas consultas a sociedade organizada

Blog do Zé Dirceu

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