quarta-feira, 21 de março de 2012

Quem financia Cerra no Acre e FHC contra Chávez ?

O ansioso blogueiro recebeu este e-mail de amigo navegante que nutre especial admiração pelos tucanos de São Paulo:



PHA,

01) em anexo a foto do Serra desembarcando em Rio Branco (AC), dia 17, sábado, de um Cessna Sovereign, táxi aéreo, cujo fretamento no trecho São Paulo/Rio Branco/São Paulo custa a bagatela de R$ 80 mil. Pergunta cabível: quem pagou ?


02) Fernando Henrique na Venezuela, fazendo campanha contra Chávez, pelo candidato da extrema-direita (mais de 30 pontos atrás de chaves), em evento financiado pelo banco Banesco, de um militante da direita venezuelana, o furibundo banqueiro Juan Carlos Scotet, cujos negócios não vão muito bem…


FHC, que não faz campanha p/ o PSDB, foi à Venezuela apoiar direita e é chamado de “vende-pátria, traidor e hipócrita” http://bit.ly/xDlGRp

Um Cessna e R$ 80 mil


E, a seguir, o post do Miro referente às atividades do “vende-pátria”:

FHC faz campanha na Venezuela

Por Altamiro Borges



No final da semana passada, o ex-presidente FHC participou de um seminário em Caracas promovido pela chamada Internacional Socialista – a mesma que traiu suas origens, abraçou o receituário neoliberal e é uma das responsáveis pela grave crise econômica que afunda a Europa. Ele estava acompanhado dos ex-presidentes “sociais-democratas” Ricardo Lagos, do Chile, e Felipe González, da Espanha.


A mídia golpista da Venezuela saudou a presença dos três políticos derrotados e desmoralizados em seus países, apresentando-os como representantes da “esquerda moderada e moderna”, distantes do “radicalismo” de Hugo Chávez. Já a mídia mais próxima ao governo criticou duramente os visitantes, acusando-os de fazer campanha disfarçada do empresário direitista Capriles Radonski.

“Vende-pátria e traidores”

O jornal “Vea”, em editorial, chamou os três ex-presidentes de “hipócritas”. Lembrou que FHC, Lagos e González foram “culpados pelos males das suas respectivas nações” e agora tentam se passar por “gestores competentes”. Já na Venezolana de Televisión, o sociólogo Miguel Ángel Pirela afirmou que o seminário internacional reuniu famosos “vende-pátria e traidores”.

Tirando a retórica, é evidente que a visita não se deu por acaso. A Venezuela está em plena campanha para a eleição presidencial, marcada para outubro. O clima já é de tensão. Os três visitantes nunca esconderam a sua oposição ao presidente Hugo Chávez. No caso de Felipe González, ele deu apoio explícito aos direitistas que promoveram uma tentativa frustrada de golpe de estado em abril de 2002.

Economia com rosto humano?

FHC, Lagos e González representam a ala da Internacional Socialista que pregou e aplicou o receituário neoliberal de desmonte do estado, da nação e do trabalho. Na maior caradura, eles deram palestras sobre o tema “visões de uma economia com rosto humano” – logo eles que foram responsáveis por recordes de desemprego, arrocho salarial e precarização do trabalho.

Na propaganda do evento, os três foram apresentados como “estadistas progressistas, que mudaram a história de seus países”. O seminário teve ampla cobertura da emissora golpista Globovisión, que está totalmente engajada na campanha de Capriles Radonski, e foi financiado pelo banco “privado” Banesco, presidido por Juan Carlos Escotet, um ativo integrante da oposição venezuelana.

O banqueiro que financia a oposição

Conforme apontou Diosdado Cabello, vice-presidente do Partido Socialista Unido da Venezuela (Psuv), “o dono do Banesco banca a oposição e sempre jogou na desestabilização do atual governo”. Sobre o seminário, ele advertiu: “É preciso analisar o que estes presidentes fizeram em seus países para que venham meter o seu nariz na Venezuela”. O recado tem todo sentido!

Esta foi a quarta edição do seminário “visões de uma economia com rosto humano”. A primeira ocorreu em 2002, no mesmo ano do golpe frustrado, e contou com a presença de Lech Walesa, o notório anticomunista da Polônia. Já em 2004, ano do referendo revogatório que confirmou Hugo Chávez, a estrela foi Mikhail Gorbatchov, o responsável pelo desmonte da União Soviética.

Conversa Afiada - Paulo Henrique Amorim

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