sábado, 27 de junho de 2015

EDINHO: 'AGI NA LEGALIDADE, NÃO TENHO NADA A ESCONDER'


Citado na delação de Ricardo Pessoa, da UTC, ministro da Comunicação Social afirma em coletiva de imprensa que lhe causa "indignação" o "vazamento seletivo dessa delação e a construção da tese de criminalização, também seletiva, das doações da nossa campanha, quando outras campanhas também receberam doações semelhantes, com o mesmo caráter"; "Eu não entendo por que as nossas são colocadas sob suspeita e as outras não", disse; Edinho Silva ressaltou que as contas de campanha da presidente Dilma em 2014 "foram rigorosamente auditadas e aprovadas por unanimidade pelo TSE" e que faz questão de ser ouvido nos autos; o ministro assegurou ainda que, "se confirmadas as mentiras publicadas pela imprensa", tomará "medidas judiciais em defesa da minha honra"

27 DE JUNHO DE 2015 ÀS 13:21


247 - O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, esclareceu em coletiva de imprensa neste sábado 27 que a arrecadação das doações de campanha da presidente Dilma Rousseff em 2014, da qual foi coordenador financeiro, foi baseada em "princípios éticos e legais". Edinho destacou que as contas de campanha "foram rigorosamente auditadas e aprovadas por unanimidade pelo TSE".

O ministro foi citado pelo empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, em delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato. Pessoa mencionou ter doado R$ 7,5 milhões para a campanha de Dilma e R$ 250 mil para a de Aloizio Mercadante, quando se candidatou ao governo de São Paulo em 2010. Mercadante não participou da coletiva de hoje. Edinho estava acompanhado do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

As suspeitas dos investigadores é de que o dinheiro seja fruto de desvio da Petrobras. O ministro ressaltou com veemência que as doações foram todas devidamente declaradas à Justiça Eleitoral e defendeu que seja ouvido nos autos. Ele criticou o "vazamento seletivo" do conteúdo da delação e lembrou que o governo não tem acesso à delação, uma vez que ela está sob sigilo de Justiça.

"Me causa indignação que meu nome tenha sido envolvido numa delação premiada, o vazamento seletivo dessa delação e a construção da tese de criminalização, também seletiva, das doações da nossa campanha, quando outras campanhas também receberam doações semelhantes, com o mesmo caráter. Eu não entendo por que as nossas são colocadas sob suspeita e as outas não", afirmou, lembrando que as doações da UTC representaram apenas 2% do total de doações a Dilma Rousseff em 2014.

O ministro assegurou ainda: "se confirmadas as mentiras publicadas pela imprensa, eu tomarei as medidas judiciais em defesa da minha honra, o que farão cessar os benefícios de uma delação premiada que não expressa a veracidade dos fatos". Questionado por um jornalista se seu cargo estava à disposição, diante das denúncias, o ministro respondeu: "meu cargo sempre está à disposição, quem contrata e exonera é a presidenta Dilma".

Relação com Ricardo Pessoa

Edinho relatou que, como coordenador financeiro de campanha, dialogou com "dezenas de empresários brasileiros", uma função de todo tesoureiro, segundo ele, "para que as arrecadações aconteçam". O ministro contou que esteve por três vezes com o dono da UTC, sendo a primeira quando o empresário o visitou no comitê de campanha, em Brasília.

"Nessa oportunidade, o empresário, que é conhecido publicamente por fazer doações a todos os partidos políticos, me disse que já havia doado anteriormente e que doaria também na campanha de 2014. Portanto, quando ele me procurou, ele estabeleceu um programa de doações no primeiro turno e disse que se ocorresse segundo turno, voltaria a doar. As doações totalizaram 7,5 milhões de reais", detalhou.


Brasil 247

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