sexta-feira, 18 de agosto de 2017

LULA: SE NÃO ME CONDENAREM EM SEGUNDA INSTÂNCIA, O GOLPE NÃO FECHA


Em entrevista nesta manhã ao jornalista Mario Kertész, da rádio Metrópole de Salvador, o ex-presidente Lula afirma que o objetivo de sua eventual condenação em segunda instância é concluir o golpe, iniciado em 2016 com a derrubada da presidente Dilma Rousseff; "Deram um golpe, colocaram o Temer e o Brasil afundou", disse Lula; "Não fizeram isso para o Lula voltar e eles sabem que eu sei como consertar esse país"; Lula prometeu retomar investimentos para a roda econômica voltar a girar; na entrevista, ele também criticou a força-tarefa curitibana e disse que eles se tornaram escravos da Rede Globo

18 DE AGOSTO DE 2017 

Bahia 247 - O ex-presidente Luiz Inácio da Silva deu entrevista nesta sexta-feira, 18, ao jornalista Mario Kertész, da rádio Metrópole de Salvador, e voltou a defender sua inocência nas ações penais da Lava Jato. Lula disse que o objetivo de sua eventual condenação em segunda instância é concluir o golpe, iniciado em 2016 com a derrubada da presidente Dilma Rousseff.

"Deram um golpe, colocaram o Temer e o Brasil afundou", disse Lula. "Eles vão ter que se explicar para a sociedade. Eu quero estar vivo para ver qual é a explicação deles. A Lava Jato está virando um partido político e tem espaço garantido na televisão. Se eu voltar em 2018, vou voltar mais forte. Eles sabem que sou capaz de envolver toda a sociedade brasileira e resolver o problema do país", disse o ex-presidente. 


Lula prometeu retomar investimentos para a roda econômica voltar a girar; na entrevista, ele também criticou a força-tarefa curitibana e disse que eles se tornaram escravos da Rede Globo. 


Lula manda recado a golpistas

Em noite em que reviveu seus melhores discursos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a estrela do lançamento de nova fase do Memorial da Democracia, lançado no final de 2015. A nova etapa do Memorial – construído em parceria com o Projeto República, da Universidade Federal de Minas Gerais – foi lançada na Arena Fonte Nova, em Salvador, com a participação de todas as mais importantes lideranças do partido e representantes de diversas entidades e legendas, como PCdoB, UNE, MST e CUT.

O ex-presidente chegou a Salvador no início da tarde e participou de uma maratona em que uma multidão o cercou por onde passou, desde sua chegada, passando pelo metrô, até chegar à Fonte Nova. Sobre a caravana por nove estados do Nordeste, que iniciou hoje na capital baiana, no projeto "Lula pelo Brasil", afirmou: "Quero andar pelo país para contar ao povo o que está acontecendo neste país".

No discurso, Lula usou como mote a memória e a história para falar, entre outros temas, do golpe que levou Michel Temer ao poder, de cidadania, liberdade e, sem citar nomes, do juiz que proibiu o ato de entrega do título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) e do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB).

Ele se mostrou consciente de ser a liderança capaz de neutralizar as informações mal-intencionadas da mídia tradicional, capitaneada pela família Marinho desde o início do processo do "mensalão" em 2005. "Não é possível que esse povo se informe pela Rede Globo de Televisão", disse. "Não sou nenhum revolucionário, sou um despertador de consciência."

Mencionou 2018 mas não foi conclusivo sobre sua própria candidatura. "Este país tem que se preparar porque em 2018 tem que colocar uma pessoa democrata para governar, e a gente tem que começar a se organizar já. Vocês sabem que ainda falta muito tempo. Não existe candidato, mas nós saberemos quem é o candidato na hora certa", afirmou. E mostrou disposição incomum para quem é diuturnamente perseguido pelo Judiciário e pela mídia. "Tô com 71 anos, mas com vontade de lutar como se tivesse 30."

Usou de ironia para comentar a suspensão da cerimônia de entrega do título honoris causa, cancelada por pedido do vereador Alexandre Aleluia (DEM). "Queria falar ao vereador que ele tem o direito de não gostar de mim, porque ele é do DEM e não precisa gostar de mim, porque eu também não gosto dele", afirmou, enfatizando não ser por motivos pessoais, mas ideológicos. "Todo mundo sabe o que eu fiz na Bahia. Eles têm medo pelo que nós vamos fazer daqui pra frente."

Segundo Lula, os governos do PT e a democracia têm raízes no país. "A ideia da liberdade, da democracia, da participação social é muito forte. Não adianta achar que acabando com Lula acaba com isso."

Acusou os golpistas de "truncarem a democracia" ao derrubar Dilma e prometeu: "Vocês vão pagar com a mesma moeda o que fizeram com a democracia brasileira. E em 2018 a gente vai eleger uma pessoa democraticamente."

Em noite em que o tema era a memória, assinalou: "É importante reconstituir a história, porque a história é contada pelos dominadores, a gente aprende a história que os dominadores quiseram", disse. "Os que deram o golpe de 64 nunca aceitaram a palavra golpe, diziam que vieram pra consertar o Brasil que estava sendo entregue aos comunistas." Lembrou que a dominação no Brasil começou na Bahia, em cujo litoral, segundo os livros de história, a frota de Pedro Álvares Cabral chegou em 22 de abril de 1500.

Doria e Temer

Lula convidou o presidente Temer a se retirar da presidência da República. "Tem mais gente na rua hoje do que quando eu cheguei na presidência', disse. "Se um governante não tem competência pra resolver a crise e começa a vender o patrimônio deste país, esse governo tem que pedir desculpas e ir embora, porque não serve para governar."

E ironizou o prefeito João Doria: "Se o prefeito de São Paulo já invadiu a Cracolândia, imagina se fizermos um Museu da Democracia na Cracolância". Foi uma referência à interdição, por ação do Ministério Público, que moveu ação contra a cessão de um terreno municipal no centro de São Paulo para a construção de um museu que o MP afirmou que serviria para "divulgação da imagem" de Lula.

As dificuldades práticas para criação de um museu físico, com documentos, imagens e objetos que comporiam um espaço de reflexão sobre a construção do país a partir da República levaram à criação do museu virtual. O Memorial da Democracia, que teve hoje a apresentação de mais um fragmento dessa história. (Da RBA


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LULA: “ÉRAMOS QUASE A 5ª ECONOMIA MUNDIAL E OLHA SÓ O QUE ELES FIZERAM”

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Tirem Lula, senhores, e terão Bolsonaro




POR FERNANDO BRITO · 16/08/2017




A pesquisa publicada hoje pelo Poder360, mostra um cenário que deixa bem claro o que está diante do país.

Lula, depois da condenação de Sérgio Moro, cresceu de maneira significativa – e a metodologia de pesquisa por telefone adotada na pesquisa autoriza a dizer que, pelo seu perfil eleitoral, o número é maior – e atinge um terço do eleitorado brasileiro.

Retira-lo, portanto, da disputa eleitoral por uma manobra judicial significa colocar a eleição num quadro de ilegitimidade que, quando se considera o número de nulos e brancos, atinge mais da metade da população.

Mas é ainda pior.



Significa, também, que Jair Bolsonaro passa a ser um risco real, pois não há nenhuma dúvida de que ele passa a ter a condição de ser mais do que o candidato da direita que saiu do armário para ser o candidato mais representativo da insatisfação com a situação do país.

Doria, como você pode ver no quadro ao lado, não mostra nenhum sinal de crescimento e continua preso no “mundo azul” das elites, as únicas que se empolgam com ele, talvez por reconhecerem na sua mediocridade a identidade perfeita com seu nível de inteligência.

Marina, que sobrevive em outras pesquisas sabe-se lá como, mostra que agora é figurante do fundo do palco e, numa hipótese de segundo turno entre Lula e Bolsonaro (ou mesmo Dória) terá um papel ainda mais constrangedor a fazer se quiser sustentar sua empáfia.

Ciro, renitente em torno de seus 5% segue como alternativa de soma.

É bom lembrar que, numa eleição onde brancos e nulos podem facilmente chegar a 20%, 40% dos votos decidem em primeiro turno.

É triste registrar a veracidade da frase que se ouviu de Lula, no lançamento do livro de juristas, sexta-feirta, no Rio: “tudo o que essa gente conseguiu foi parir Bolsonaro”.



Tijolaço

MINAS SE UNE EM DEFESA DA CEMIG

VALOR, DA GLOBO, APONTA HERANÇA MALDITA DE TEMER

O ajuste fiscal prometido por Michel Temer e Henrique Meirelles, que foi o pretexto usado para a derrubada da presidente Dilma Rousseff, ficará para o próximo governo, aponta o jornal Valor Econômico, controlado pela Globo, que apoiou o atentado contra a democracia brasileira; "O peso do ajuste foi empurrado para o próximo governo, a ser eleito em outubro de 2018. O futuro presidente é que terá de transformar um déficit primário de R$ 159 bilhões, que herdará do governo Temer, em superávit primário ao longo de seus quatro anos", diz a reportagem principal do jornal; detalhe: enquanto governou, Dilma produziu superávits fiscais de R$ 292,5 bilhões

17 DE AGOSTO DE 2017 


247 – O ajuste fiscal prometido por Michel Temer e Henrique Meirelles, que foi o pretexto usado para a derrubada da presidente Dilma Rousseff, ficará para o próximo governo, aponta o jornal Valor Econômico, controlado pela Globo, que apoiou o atentado contra a democracia brasileira.

"O peso do ajuste foi empurrado para o próximo governo, a ser eleito em outubro de 2018. O futuro presidente é que terá de transformar um déficit primário de R$ 159 bilhões, que herdará do governo Temer, em superávit primário ao longo de seus quatro anos. Ainda não é possível saber quando as contas públicas registrarão superávit, o primeiro desde 2013. Tudo dependerá das decisões que serão tomadas pelo próximo governo", diz reportagem do jornalista Ribamar Oliveira, especialista em contas públicas.

"Até mesmo a meta de déficit primário de R$ 159 bilhões em 2018 não está garantida e tem risco de ser revisada, conforme se comenta nos bastidores do governo. O pacote de medidas de redução de despesas anunciado na terça-feira poderá gerar uma economia de R$ 7,9 bilhões no próximo ano, se for aprovado pelo Congresso."

Enquanto governou, Dilma produziu superávits fiscais expressivos. Foram ganhos de R$ 128,7 bilhões em 2011, R$ 105 bilhões em 2012, R$ 91,3 bilhões em 2013 e um pequeno déficit de R$ 32,5 bilhões em 2014. Saldo final: R$ 292,5 bilhões, no azul. Em 2015, ela foi sabotada pelo Congresso liderado por Eduardo Cunha e Aécio Neves e depois disso o estrago é este que foi produzido por Michel Temer e Henrique Meirelles.



Brasil 247

GOVERNO ADMITE QUE DELAÇÃO DE FUNARO CONTAMINARÁ CONGRESSO

Governo Temer já trabalha com a expectativa de que a delação de Lúcio Funaro seja fechada nas próximas semanas e que ela "contaminará" o ambiente político no Congresso em meio a discussões sobre reformas; o operador, que negocia os termos finais do acordo com o MPF, inclui Michel Temer em sua delação, entre outros mais de 40 políticos

17 DE AGOSTO DE 2017 


247 - O governo Temer já trabalha com a expectativa de que a delação premiada de Lúcio Funaro, que está preso, seja fechada nas próximas semanas e admite que ela "contaminará" o ambiente político no Congresso em meio a discussões sobre reformas.

A informação é da jornalista Andréia Sadi, publicada em seu blog no G1. O operador negocia os termos finais do acordo com o Ministério Público Federal e declarou ontem a jornalistasque não concordou com o tempo de prisão em regime fechado oferecido pelo órgão.

Em sua delação, ele promete entregar Michel Temer, entre outros mais de 40 políticos. Segundo ele, Temer sabia de todos os pagamentos de propina no âmbito do esquema de corrupção na Petrobras. "Ainda há o que entregar" sobre Temer, disse ele.



Brasil 247

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Supremo retira Tião e Jorge Viana da Lava Jato

TER, 15/08/2017 - 20:07
ATUALIZADO EM 15/08/2017 - 20:10

Foto: PT no Senado

Jornal GGN - O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, decidiu excluir o governador do Acre, Tião Viana, e o senador Jorge Viana, ambos do PT, da lista de políticos suspeitos de envolvimento com corrupção na Petrobras. Segundo a assessoria dos petistas, o próprio Ministério Público Federal constatou que não há qualquer prova ou indício do envolvimento de ambos com a Lava Jato.

Na prática, os dois petista deixam de ser suspeitos de envolvimento em crimes de corrupção. O inquérito que está nas mãos de Gilmar vai apurar a ocorrência de delito eleitoral.

Fachin tomou a decisão ao considerar que não há conexão ou participação de Jorge Viana ou de Tião Viana nos desvios de recursos da empresa estatal. A medida atende a pedido feito pelo próprio Ministério Público Federal, assinado pelo procurador-geral da República interino, José Bonifácio Borges de Andrada, argumenta que não há conexão entre os irmãos Viana e o esquema de corrupção na estatal.

“Embora o inquérito tenha se originado na colaboração de executivos da Odebrecht, os fatos apurados não guardam nenhum tipo de conexão com os casos de corrupção, peculato e lavagem de dinheiro investigados no âmbito da chamada Operação Lava Jato”, aponta o despacho de Andrada, dirigido ao ministro Edson Fachin.

O caso foi parar nas mãos da presidente do STF, ministra Carmen Lúcia, que concordou com Fachin e Andrada. Em despacho, ela acata a manifestação do Ministério Público e determina a redistribuição do inquérito. 

Apesar disso, ambos serão alvo de inquérito para apurar a possibilidade de delito eleitoral, como abuso de poder econômico ou falsidade na prestação de contas relativas às campanhas de 2010 e de 2014.

O caso está nas mãos do ministro Gilmar Mendes. Ele é quem vai decidir a necessidade de novas diligências para investigar as contas eleitorais dos políticos acreanos. 

Tião Viana se disse satisfeito com a decisão. “Vai ficar comprovado que não temos qualquer envolvimento com desvios de recursos ou uso de dinheiro sujo”, disse. Ele afirmou que confia na Justiça. “A verdade vai prevalecer”. Jorge Viana também comentou que a medida abre a oportunidade para os esclarecimentos. “Vamos demonstrar que nossas campanhas seguiram rigorosamente o que estabelece a legislação”, declarou.

"Teremos a oportunidade de esclarecer a legalidade do financiamento de nossas eleições. Jamais recebemos dinheiro de caixa dois", disse Tião.



Jornal GGN

A jararaca e a porteira de R$ 500 mil



POR FERNANDO BRITO · 16/08/2017




O Juiz Mirko Vincenzo Giannotte, que recebeu R$ 503 mil no contracheque do mês passado, hoje “tirou onda” nos jornais.

“Tô nem aí”, disse a O Globo, alegando que o Conselho Nacional de Justiça tinha sancionado o pagamento.

Indiferente ao fato de que quem o paga são pessoas que vivem com 0,2% disso, disse que merecia o pagamento por ter trabalhado no interior e terem, até, colocado uma jararaca na caçamba de sua caminhonete.

Faltou ao doutor mostrar que tipo de investigação pediu contra quem pudesse ser suspeito de atentar contra a vida de alguém, no caso ainda mais grave, de um magistrado.

Mas surgiu um “probleminha”.

O pagamento do doutor não teve a autorização do CNJ.

O que teve foi o de uma colega sua, e de valor de R$ 29 mil.

O doutor aproveitou a fresta na porteira e recebeu.

Ele e mais de 80 colegas.

Este é o problema das franquias corporativas.

Nada contra pagar R $4,3 mil a uma juíza que mora em Botafogo e vai servir em Itabapoana, a 300 km de distância

Mas qual a razão de pagar isso a outro que mora no Leblon e despacha em Botafogo (e em geral terça, quarta e quinta?)

Quando o corporativismo passa a ser um sentimento de diferenciação privilegiada, os membros da corporação em nada se diferenciam dos supremacistas.

É, aquele como o de Charlottesville, que acredita que a sua “condição natural” lhe permite privilégios.

Brancos, por concurso público.



Tijolaço

EM 2015, QUANDO AÉCIO E CUNHA PREPARARAM O GOLPE, 4,1 MILHÕES VOLTARAM PARA POBREZA

O ano de 2015, quando o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-deputado Eduardo Cunha se uniram para sabotar o País com a política do "quanto pior, melhor" para derrubar Dilma Rousseff, mostra-se cada vez mais nefasto para o Brasil; um novo estudo mostra que o percentual de pessoas pobres cresceu 22% no Brasil em 2015; os dados trazidos pelas PNADs (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) mostram que houve redução na renda per capita da população brasileira e ingresso de 4,1 milhões de pessoas na pobreza, sendo que, deste total, 1,4 milhão de pessoas ingressaram na extrema pobreza

16 DE AGOSTO DE 2017


247 - O ano de 2015, quando Eduardo Cunha e Aécio Neves tramaram o golpe que derrubou a presidente legitimamente eleita Dilma Rousseff, foi mesmo nefasto para a História do Brasil.

O percentual de pessoas pobres cresceu 22% no Brasil em 2015, de acordo com estudo publicado na segunda-feira (14) por Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), PNUD (Programa da Nações Unidas para o Desenvolvimento) e Fundação João Pinheiro. Em 2014, o percentual de pobres era de 8,1% (menor percentual histórico), saltando para 9,96% no ano seguinte.

"Os dados trazidos pelas PNADs (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) mostram que houve redução na renda per capita da população brasileira e ingresso de 4,1 milhões de pessoas na pobreza, sendo que, deste total, 1,4 milhão de pessoas ingressaram na extrema pobreza", aponta o levantamento Radar IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) 2015.

Segundo a metodologia, são consideradas pessoas pobres aquelas que têm renda per capita domiciliar inferior a 1/4 de um salário mínimo. Ressalta-se que a referência usada pela pesquisa é o salário mínimo vigente em 2010 (ano do último Censo), de R$ 510.

Ainda segundo o levantamento, a renda per capita caiu --de forma inédita na década-- entre 2014 e 2015, de R$ 803,36 para R$ 746,84, respectivamente.

Já o percentual de extremamente pobres (com renda per capita domiciliar de até 70 reais) subiu de 3,01% para 3,63%. O aumento, porém, não foi o primeiro da década --já havia ocorrido em 2013.

Em 2015 o país teve grande retração econômica, com queda de 3,8% no PIB (Produto Interno Bruto) --a maior em 25 anos.

As informações são de reportagem de Carlos Madeiro no UOL.



Brasil 247

LULA DISPARA APÓS CONDENAÇÃO E DISPUTA 2º TURNO COM BOLSONARO

terça-feira, 15 de agosto de 2017

CNJ MANDA SUSPENDER PAGAMENTO MILIONÁRIO A JUIZ DO MATO GROSSO

Temer vende cemitério pra se livrar do rombo





Conversa Afiada

Lava Jato e a marca da infâmia, por Luís Nassif

SEG, 14/08/2017 - 13:13

ATUALIZADO EM 14/08/2017 - 19:47



Venezuela é aqui!, não se tenha dúvida.

No STF (Supremo Tribunal Federal), um Ministro acusa o Procurador Geral da República (PGR). Na PGR, o pedido ao Supremo para que o Ministro se considere suspeito de analisar as contas do réu presidente da República, com quem ele se encontra à noite para planejar jogadas jurídicas. Em São Paulo, o procurador de Curitiba pavimenta sua futura carreira de advogado especializado em complience, desancando sua chefe, a Procuradora Geral, pelo fato de ter aceitado o convite do presidente para uma reunião noturna no Palácio do Jaburu.

Na baixada, a Policia Militar, responsável por centenas de assassinatos em maio de 2006, invade reuniões de conselhos de direitos humanos no campus da Universidade Federal para bradar contra o termo direitos humanos.

No salão de festas do lupanar, o Ministro maneirista vale-se da visibilidade proporcionada pelo Supremo e pela radicalização da mídia para se lançar como palestrante de obviedades e de senso comum. Mais ao sul, o presidente de Tribunal enaltece a sentença absurda do juiz, mesmo admitindo não ter analisado o mérito. Enquanto o procurador vingador enche seu cofre com palestras em que fatura o que a corporação lhe proporcionou. E nada ocorrerá com eles porque os conselhos de fiscalização restam inertes, emasculados ou cúmplices do grande bacanal.

Enquanto isto, nas redes sociais, a música do maior lírico brasileiro é espancada por feministas exaltadas, porque ousou retratar o homem brasileiro convencional. E tribos selvagens lançam ataques recíprocos contra seus líderes, seus atletas e cantores. E ganham visibilidade os que conseguem exercitar melhor o ódio.

E me lembrei de Caetano Velloso sendo vaiado no Festival Internacional da Canção por uma turba sanguinária e supostamente libertária, os jovens que enfrentavam a PM nas ruas e proibiam músicas “alienadas” nos palcos, que eram proibidas de se manifestar nas universidades, e reagiam exercitando a proibição contra os não alinhados.

A cada dia perpetra-se um estupro contra a Constituição, contra a civilização, contra os direitos sociais e individuais e até contra aspectos mais prosaicos de manifestação, o pudor público. Perdeu-se não apenas o respeito às leis como o próprio pudor e, com ele, o respeito mínimo pelo país.

Até onde irá essa selvageria? Quando começou essa ópera dantesca? Foram anos e anos de exercício diuturno do ódio por parte de uma imprensa tipicamente venezuelana.

Mas, por mais que passem os anos, jamais se apagarão da minha memória duas cenas catárticas: os aviões trombando com as torres gêmeas de Nova York, em 2001, e a divulgação de conversas privadas de uma presidente e um ex-presidente da República pela Rede Globo e, depois, as conversas familiares dele e sua esposa. Levei um tempo para acreditar no que estava vendo e ouvindo. Por mais que o país houvesse se rebaixado, por mais abjeta que tivesse se convertido a mídia brasileira, por mais parcial que fosse, nada explicava aquela infâmia, produzida por um juiz infame, em uma rede de televisão infame, ante o silêncio amedrontado do Supremo e do país.

Foi ali, no episódio mais indigno da moderna história brasileira, que a selvageria abriu as correntes nos dentes, escancarou as portas das jaulas e invadiu definitivamente o país.

Depois daquilo, tudo se tornou natural, conduções coercitivas, torturas morais até obter confissões sem provas, oportunismo de procuradores, juiz e Ministros do Supremo enveredando pelo mercado das celebridades e das palestras pagas, a aceitação tácita de todos os abusos.

É uma mancha que perdurará por anos e anos, porque o Brasil é um país selvagem, dotado de convicções frágeis, de homens públicos débeis, de instituições que não são respeitadas por seus próprios integrantes.

Mas, em um ponto qualquer do futuro, a democracia estará de volta e, com ela, os direitos fundamentais. E, com ela, uma justiça de transição que supere o medo.

Nesse dia, não haverá como fugir do acerto de contas, com a punição mais severa ao ato mais infame produzido por esse casamento espúrio de mídia e justiça.





Jornal GGN

Um país que perdeu o medo do ridículo, por Luís Nassif

ER, 15/08/2017 - 00:30
ATUALIZADO EM 15/08/2017 - 07:13



Em São Paulo, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima discorre sobre história do Brasil. Fala dos degredados que incutiram nos brasileiros a malandragem atávica, poupando apenas os procuradores.

Em algum lugar do Brasil, o Ministro Luís Roberto Barroso cita Faoro e Buarque e o grande pensador Flávio Rocha, dono das Lojas Riachuelo, para discorrer sobre reforma trabalhista.

No Twitter, o procurador Hélio Telho rebate o economista Paulo Rabello de Castro e diz que ele (Telho) precisa ensinar capitalismo de verdade a esses capitalistas de compadrio.

Seu colega goiano, Ailton Benedito, da Procuradoria dos Direitos do Cidadão, afirma, no Twitter, que os nazistas eram socialistas, porque seu partido se chamava Nacional Socialismo e em que breve os socialistas-nazistas brasileiros matarão os cidadãos nacionais.

Não bastassem os atentados ao estado de direito, a invasão da política, esses gênios do data vênia resolvem agora enveredar por todos os campos do conhecimento, com mesma desenvoltura de um Romário, de Neimar falando platitudes. Tornaram-se celebridades e se sentiram no direito de falar bobagens e não serem cobrados, como fazem as celebridades, que são inimputáveis.

Onde se vai parar esse exibicionismo maluco? Daqui a pouco estarão discorrendo sobre a Teoria da Relatividade, como Ayres Britto. Quando a imprensa terá coragem de dizer para esses gênios que o espaço dado a eles é apenas utilitarista, porque ajudam no seu jogo político e que sua militância intelectual é ridícula e expõe o próprio poder ao qual pertencem?

Esse mundo de faz-de-conta da mídia criou egos tão monumentais, que, além de discorrer sobre os degredados portugueses, Carlos Fernando se viu com o poder de puxar a orelha da futura Procuradora Geral da República! E tudo isso do alto da autoridade conferida por uma cobertura displicente, que não consegue diferenciar o canto da cotovia do zurrar de um jumento.

Dia desses, um desses procuradores estava indignado porque a Polícia Federal tomou medidas internas sem pedir sua opinião.

Ontem anunciou-se que o bravo Ministério Público Federal está proporcionando cursos de Twitter para o procurador que quiser se aventurar. Para quê? Para que exercitem uma militância nociva, politizando as discussões, agindo como partido político com militantes de egos exacerbados?

Para prestar apenas contas de seus atos, não será, porque senão não se permitiria a Dallagnol e outros militantes o uso do Twitter para ataques ao Congresso, por pior que seja, aos advogados e aos críticos da Lava Jato.

É um pesadelo sem fim. Quando se envereda pelo caminho do ridículo, com a sem-cerimônia dos néscios, é porque se chegou ao fim da linha.




Jornal GGN

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

EX-MINISTRA ALEMÃ VAI DENUNCIAR, NA EUROPA, GOLPE E PERSEGUIÇÃO A LULA

E a fome voltou ao Brasil



14 de Agosto de 2017

Gleisi Hoffmann



É difícil calcular o tamanho do retrocesso provocado pelo governo Michel Temer em seu breve período como presidente ilegítimo do Brasil. É certo que o ponto mais baixo dessa escalada antidemocrática foi o golpe contra Dilma Rousseff, que terminou sendo deposta por um Congresso Nacional achacador, em sintonia com a mídia, setores do Judiciário e do grande capital. Um ano após a saída de Dilma, ainda não se sabe qual foi o crime de responsabilidade que justificou o impeachment. O que nos resta de certeza é que toda a farsa encenada por Eduardo Cunha, Temer e o PSDB de Aécio Neves serviu apenas para desmontar o Estado brasileiro edificado pela Constituição de 1988 e efetivado por Lula, que em menos de uma década tirou mais de 40 milhões de pessoas da pobreza.

Temer e seus sócios conseguiram a proeza de trazer a fome de volta a milhões de brasileiros, uma posição incômoda e vexatória se levarmos em conta o tamanho de nossa economia e produção agrícola que temos. Nesse "novo" país, os brasileiros mais pobres também já perderam empregos, direitos trabalhistas, crédito estudantil, investimentos em saúde e educação, e ainda viram a suspensão da construção de moradias e de obras de infraestrutura. O próximo passo do consórcio golpista é acabar com a aposentadoria da maioria do povo brasileiro, preservando as mordomias da alta burocracia do serviço público que recebe acima do teto e mais cedo.

O presidente Lula tem insistido que só vamos nos recuperar dessa crise quando colocarmos novamente o pobre no orçamento do país. Porém, a dobradinha formada por PMDB e PSDB age justamente no sentido contrário. Amparados por forte apoio empresarial e a blindagem de sempre da mídia, enterram as esperanças de milhões de brasileiros sob a justificativa de que precisamos fazer sacrifícios para cumprir a meta fiscal. Só não explicam com clareza por que os mais pobres têm que pagar a conta.

Somente na semana passada, mais de 500 mil famílias deixaram o Bolsa Família – em um ano, os cortes já atingem 1,2 milhão de famílias. Essa medida é extremamente covarde, atinge um programa que se transformou em referência mundial no combate à miséria, num momento em que o desemprego não para de crescer, deixando cada vez mais gente dependente do Estado. Nesse cenário, também causa espanto a redução do Programa Farmácia Popular, que atendia 9 milhões de brasileiros. Surpreendentemente, a economia gerada pelos cortes a esses programas é estimada em R$ 200 milhões por ano, dinheiro de troco perto dos R$ 14 bilhões dados ao Congresso Nacional para livrar Temer da cassação por corrupção passiva.

Seja lá qual for a bandeira ideológica que se defenda, é difícil admitir que pessoas passem fome novamente no Brasil, em pleno século XXI. Vivemos uma era marcada pelo conhecimento e pela informação, com nível de riqueza incomparável a qualquer outro período da história. Nesses tempos difíceis e nebulosos, não podemos fechar os olhos diante do desmonte do Estado promovido pelo governo Temer, que atinge os mais vulneráveis do povo brasileiro. Não podemos abrir mão da solidariedade e da compaixão, da justiça social e da fraternidade. Isso é o mínimo de humanismo que nos resta!




Brasil 247

O projeto econômico para o Brasil é vendê-lo



POR FERNANDO BRITO · 14/08/2017




Na manchete de O Globo, o “projeto econômico” do Governo para aumentar “só” em 20 ou 30 bilhões o rombo das contas públicas para 2018.

É algo de imensa complexidade e de elevada teoria econômica: vender tudo o que for possível vender, do jeito que for possível, sem muitas considerações sobre preço, oportunidade, conveniência, papel estratégico…

Nesta conta entram aeroportos ( a participação da Infraero), poços de petróleo (prontos ou prospectos que levarão anos até produzir – e minimamente, com a redução do conteúdo nacional) qualquer demanda interna com investimentos e usinas elétricas também já funcionando há muitos anos, hoje praticamente geradores de caixa líquido.

O objetivo é reduzir um déficit que, independente disso, só cresce.

Só nos jornais de hoje, noticia-se que as Forças Armadas só têm recursos para funcionar até o mês que vem e que um quarto das UPA construídas pelos governos Lula e Dilma não têm recursos dos governos estaduais e das prefeituras quebrados para funcionar. “Além das 163 UPAs prontas, mas que não podem ser utilizadas pela população, há 993 unidades básicas de saúde e cem hospitais fechados em todo os país”, diz O Globo.

O cenário parece estar mais ou menos traçado: não menos de R$ 20 bilhões de rombo extra este ano – para as contas “fecharem” e uma perspectiva de R$ 20 ou 30 bilhões de déficit além dos R$ 130bi já previstos, mesmo considerando receitas extras que – no delírio – poderiam chegar a R$ 60 bilhões, mas que talvez, na prática, cheguem à metade.

Providência em relação à receita corrente, aquela que sustenta “a casa”?

Zero: nenhuma medida para destravar investimento ou consumo, nenhuma medida para mudar a tributação injusta, nada para corrigir as distorções que façam os ricos pagarem pouco e sonegarem muito e os pobres pagarem em demasia.

Os nossos gênios da economima são capazes de, no máximo, promover um bazar para “fechar o mês”.



Tijolaço

O jogo sujo do golpe persiste, mas o que importa é Lula e a Venezuela, por Armando Coelho Neto


SEG, 14/08/2017 - 07:18
ATUALIZADO EM 14/08/2017 - 07:24


O jogo sujo do golpe persiste, mas o que importa é Lula e a Venezuela

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Notícia recente veiculada no jornal Folha de S. Paulo dá conta de que a Polícia Federal encontrou falhas nas delações da Odebrecht, as quais “dificultam e comprometem as investigações das informações passadas à Procuradoria-Geral da República”, sobre suspeitos com foro privilegiado. Há queixas quanto exagerado número de delatores e mudança de versões apresentadas sobre fatos relevantes. A PF reclama da falta de acesso aos sistemas de planilhas que comprovaria repasses de dinheiro a parlamentares. Além de constatar que alguns crimes já estariam prescritos, há notas sobre falta de documentos que dariam suporte às delações feitas.
Os vícios apontados recairiam sobre delações que envolvem oito ministros, 39 deputados e 24 senadores. Mas, na prática, o imbróglio vem a se somar as trapalhadas promovidas pelo Ministério Público Federal na Farsa Jato e nos contorcionismos jurídicos praticados pelo juiz Sérgio Moro, servindo aqui de mero exemplo as condenações baseadas exclusivamente em delações (proibidas por lei). Ao mesmo tempo, acentua a briga de bastidores entre delegados da PF e procuradores da República, que de há muito trabalham com dentes trincados, mesmo tendo estado unidos na consolidação do golpe.

A rigor, o Ministério Público não pode e nem deve investigar. A Constituição Federal de 1988 definiu o papel de cada instituição, dizendo em passagens distintas quem deveria fazer o quê. A Polícia investiga e Ministério Público é o titular da ação penal. Mas, no auge da arrogância, membros daquele órgão resolveram dizer que “se até cão farejador investiga”, por que eles não? Noutro gesto assacador, disseram que “quem pode o mais pode o menos”, criando uma imprópria graduação ou hierarquia em atribuições, dando mais valor a um múnus do que outro. Obviamente, quando Deltan Dallagnol “vira” procurador fora da lei, com base na teoria do fato consumado, fica claro que quem teria o dever de fiscalizar a lei não o fez.

As esperanças dos delegados da PF de por fim ao atropelamento do texto constitucional estavam na eventual aprovação da PEC37, a qual foi demonizada por golpistas, com explícita campanha do Ministério Público Federal, que qualificou o projeto como a “PEC da Corrupção”, numa época em que patos, paneleiros e “globo-vejeiros” fingiam estarem preocupados com roubalheira. Entretanto, a PEC caiu no ostracismo junto com os pedidos de volta do seriado Bonanza e protestos contra o rebaixamento de Plutão. Em nome do golpe, a PEC morreu e o Ministério Público deu sequencia a farsa golpista, até desaguar nos PowerPonts da vida.

Não é de hoje as queixas na Policia Federal quanto aos estranhos expedientes que tramitam no Ministério Público Federal - sem controle judicial, da OAB, da imprensa ou da sociedade civil. Leia-se, sem transparência alguma, sujeitos ao controle deles próprios. Experimente fazer uma denúncia anônima e eles vão investigar, desde que não seja contra eles próprios. Aqui, vale a vedação constitucional. Este escrevinhador já foi obrigado a assinar denúncia contra membro do MPF, em nome do “não anonimato”. No entanto, segundo as más línguas, outros expedientes sem assinatura são apurados no submundo jurídico e quando não conseguem avançar, mandam a tralha para a Polícia Federal resolver. As queixas são nacionais nesse sentido.

Como é sabido, para ajudar o golpe, Joice Hasselmann e Reinaldo Azevedo estiveram unidos e setores díspares do MBL também. Subitamente, por burrice, desinformação e ou cumplicidade veio o “Somos Todos Cunha”. Numa foto emblemática da esquizofrenia nacional, gay aparece ao lado de homofóbico e na mistura de alhos e bugalhos, até um certo Jair Bolsonaro aparece sorridente. Obviamente, Polícia Federal e Ministério Público, mesmo fora da foto, estavam unidos no propósito golpista. O mesmo se diga de muitos agentes, escrivães, peritos e delegados que fecharam apoio ao golpe. Postagens no Face Book, do gênero “Polícia Federal a verdadeira oposição ao PT” e o tiro ao alvo no rosto da legítima presidenta Dilma Rousseff sugerem isso.

O MP não sabe e nem deve investigar, pois isso exige técnicas e até mesmo perfis psicológicos específicos. Mas, o conluio com ex-Supremo Tribunal Federal facilitou a manobra de atropelo à Constituição. Desse modo, da casamata do golpe foi tirada do fundo do baú a teoria dos “Poderes Implícitos”. Assim, por força de “poderes implícitos” (?), o Ministério Público investiga o que quer, quando quer, tentando fazer o papel de outra instituição, sem que sequer seja capaz de dar conta satisfatoriamente de seu próprio papel - seja como fiscal da lei (a esbórnia jurídica que o diga), seja como titular da ação penal (as denúncias ocas falam por si). No mais, quem esquece as especulações ou corruptelas sobre o não tenho provas mas tenho convicções?

Se durante a urdidura do golpe PF e MPF (unidos) apenas trincavam os dentes, hoje os delegados tentam rosnar, sobretudo quando o MPF está se unindo a Advocacia Geral da União para detonar as leis da era Dilma Rousseff (Fora Temer!), particularmente as de números 12.830/13 (que dispõe sobre a investigação criminal conduzida pelo delegado de polícia) e 12.850/13 (colaboração premiada), esta última no que tange ao papel do delegado nas “delações”. Segundo a Folha de S. Paulo, a PF e a Procuradoria têm divergido desde o início da operação. A PF se queixa da concessão de benefícios dados pela PGR a delatores que em nada ajudaram nas investigações.

Enquanto o MPF age até por convicção, a PF, órgão investigatório precípuo, tem a responsabilidade de aferir dados, informações. Tem que achar contas, extratos, contratos, etc. Já o MPF, suspeito de vazar às turras investigações, teria usado simples delações para municiar a imprensa, causando impacto político e social. Por exemplo, até delações não homologadas pelo falecido ministro Teori Zavascki chegaram à imprensa, quando, por lei, o sigilo deve ser mantido. Como resultado, a título de “passar o Brasil a limpo” a Farsa Jato ajudou a colocar uma quadrilha no poder, ao mesmo em tempo que deixou claro que as corporações incumbidas da persecução penal se digladiam pelo protagonismo.

E assim, aos trancos, conforme os humores da ditadura de magote de Michel Temer, a engrenagem flui ora com lubrificante (quando o alvo é Lula), ora trava com areia grossa, quando o alvo faz parte do magote ou da cozinha do golpe. O jogo sujo persiste, mas o que importa é Lula e a Venezuela...




Jornal GGN

sábado, 12 de agosto de 2017

FERNANDO MORAIS: GOLPE E LAVA JATO SÃO IRMÃOS SIAMESES