terça-feira, 10 de outubro de 2017

Advogados descobrem que vazar para a Globo é crime

Demoraram, não? Ah, quando era no dos outros...

publicado 10/10/2017

Alguns dos mais notáveis advogados criminalistas do Brasil se calaram diante dos criminosos vazamentos do Judge Moro para Globo Overseas, enquanto o bafo não era na nuca deles.

Vazar a Lava Jato - que só lava pelo lado de fora - para a Globo foi, durante três anos, julgar na mídia!

Ferrar o Lula e fechar o PT!

Até aí, tudo bem!

Esses vazamentos sistemáticos, selecionados a raio laser foram e são uma das manifestações mais sinistras dessa ditadura da Justissa (revisor, não ouse!), com o chicote da Polícia Federal.

Agora, os nossos brilhantes advogados estão exaltadamente indignados!

Da Fel-lha, de Gabriela Pessoa, essa obra-prima da hipocrisia pátria.


"Toque em um de nós e nos tocará a todos", disse o advogado Luiz Flávio D'Urso nesta segunda-feira (9), no ato de desagravo da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) ao criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira.

O encontro em São Paulo demonstrou a união da classe –reuniu os defensores mais influentes do país, em uma crítica ao vazamento à imprensa de trechos da delação do operador de valores Lúcio Funaro que envolviam Mariz.

Estavam lá Cristiano Zanin, advogado do ex-presidente Lula, Pierpaolo Bottini e Antônio Carlos de Almeida e Castro, o Kakay, defensores, entre outros, dos irmãos Wesley e Joesley Batista. Além de presidentes e representantes de entidades como o IDDD (Instituto de Defesa do Direito de Defesa) e o Instituto dos Advogados do Brasil.

O tom geral era de insatisfação com uma reportagem do jornal "O Globo", depois reproduzida pelo Jornal Nacional, que relatava trecho da delação premiada de Funaro.

Funaro, tido como operador de Eduardo Cunha, relatou ter se reunido no escritório de Mariz, então seu advogado, para tratar de uma delação premiada combinada com os executivos da JBS.

Advogado de Michel Temer, Mariz representou o presidente na primeira denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o peemedebista. Desta vez, abandonou a defesa na segunda denúncia, que leva em conta o depoimento de Funaro.

Para a OAB, a reportagem com o vazamento do depoimento do relator violou as prerrogativas do exercício da advocacia ao divulgar o conteúdo de uma suposta conversa sigilosa entre o profissional e seu cliente.

IMPRENSA 

Em seu discurso, Mariz fez críticas à "falta de limites e peso" da imprensa e disse haver um "conluio entre a imprensa e a cultura punitiva" que, de acordo com o advogado, "criou uma ruptura entre o direito penal e o seu exercício".

"A imprensa se tornou o arauto dessa conduta punitiva", afirmou ele. (...)




Conversa Afiada

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